JOÃO ROSA

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Breve biografia Profissional:

João Rosa – Autor da mais recente criação de A Vida é Sonho, texto de Pedro Calderón de La Barca, que esteve em cena em 2014 na Comuna Teatro de Pesquisa. No final de 2013 criou Galgar com tudo por cima de tudo inspirado em textos de Fernando Pessoa e Álvaro de Campos também na Comuna Teatro de Pesquisa. Trabalhos de produção própria contam com criações como Ode Marítima de Álvaro de Campos no Auditório Camões, em 2012 e 2013; O crime de Aldeia Velha de Bernardo Santareno no Palácio da Independência, em 2011; A Casa de Bernarda Alba de Federico Garcia Lorca também no Palácio da Independência em 2010; O café de Carlo Goldoni no teatro A Barraca em 2009; e o texto Antes de começar/Os bonecos de Almada Negreiros, um espectáculo itinerante que esteve em cena em Lisboa, Peniche e Viseu no ano 2005.
Entre 2001 e 2005 dirigiu o Fórum Cultual onde produziu e criou peças de cariz experimental, e enquanto actor e encenador, desenvolveu performances em espectáculos como Zé das Couves, uma comédia musical; Chapelinho Rosa Shock um musical infantil baseado na história do Capuchinho Vermelho; As Férias, um teatro mudo (performance teatral de rua); Brain Storm baseado nos textos de William Shaskespeare, Oscar Wilde, Eurípedes e Brecht; e Os bonecos de Almada Negreiros. No final de 2005 encenou o espetáculo E Sexo?! Não se fala de Sexo? Baseado no livro de Isabel Stilwell (Guia para ficar a saber ainda menos sobre as mulheres) no Teatro da Trindade, sala Estúdio. Em 2006 criou uma peça com objetivos de itinerância, Desassossego uma comédia sobre as relações amorosas, estreado no Auditório do IPJ Parque das Nações passando por Viseu, Leiria, Azambuja, Covilhã, Lagos, Benavente, Beja, Portalegre, Setúbal, Entroncamento, Vila Franca de Xira e Abrantes.
Enquanto docente encenou os seguintes trabalhos: A Enfermaria, uma ideia do filme Voando sobre um ninho de cucos; Dissonâncias Instaladas de Hélder Costa e Rodrigo Corte; Degraus baseado nas vivências dos participantes das oficinas de Teatro sénior; Os Miúdos uma reflexão sobre os sem-abrigo; A Varanda de Frangipani de Mia Couto; Zibaldone adaptação teatral de vários autores da poesia portuguesa; Salomé de Oscar Wilde, Peer Gynt de Henrik Ibsen; Grupo de Vanguarda de Vicente Sanches; A vida é Sonho de Calderon de La Barca; e Romeu e Julieta de William Shakespeare.
No Teatro Nacional São Carlos, participou na Opera Salomé, Siegfried conjunto da tetralogia de Wagner temporada 2008/2009, Die Walkure de Richard Waguer e Maria de Buenos Aires opereta de Astor Piazzolla temporada 2006/07.

2014

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A Vida é Sonho conta a história de Segismundo que viveu toda a sua infância e juventude clausurado numa torre, sem nenhum contacto com o mundo em seu redor, a mando do seu pai, o rei Basílio. Anos depois, Segismundo acorda numa nova realidade, e é-lhe dito que toda a sua vida até então não passou de apenas um sonho.

Texto:
Pedro Calderon de La Barca.
Dramaturgia, cenografia, desenho de luz e versão cénica:
João Rosa.
Interpretação:
Catarina Gonçalves, Eduardo Frazão e João Rosa.
Performers:
Carlos Gaudêncio, Ítalo Buzeli e Vasco Peres.
Música:
António Bastos.
Apoio à cenografia e figurino:
Marisa Ribeiro.
Produção:
Oficinas Teatro Lisboa.
Espectáculo realizado na Comuna Teatro de Pesquisa.

Pela TimeOut:
Rui Monteiro
(…) “Isto está à vista no tratamento do texto, claro, na engenhosa cenografia e concepção luminotécnica capaz de evocar símbolos variados provocando a imaginação do espectador…”

Pela Sábado:
Nuno Costa Santos
(…) “Extraordinária e talentosa a prestação de eduardo Frazão no papel de Segismundo, aquele que se vai libertando de um cárcere existencial e psicológico sob o jugo do pai. Um papel no registo certo. Nem enfático nem amolecido. Capaz de agarrar. Poderoso.”

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João Rosa tinha um sonho… não em cativeiro… mas na gaveta há alguns anos. Encenar um específico texto dePedro Calderón de la Barca, estreado em palco em 1635. A gaveta abriu-se ou… é uma ilusão? Não. É realidade mesmo. Vamos pelas personagens, o resto é na Comuna, em Lisboa, onde terá de descobrir o que é ilusão ou realidade.  Até 21 de Dezembro. Quem sabe verá luz!

Rosaura no seu espírito livre e numa atitude de constante descoberta depara-se com  Segismundo encarcerado. Segismundo viveu a infância e juventude enclausurado numa torre, sem nenhum contacto com o mundo do seu pai. Apenas com o carcereiro. Um dia Segismundo acorda e é-lhe dito que toda a sua vida até então não passou de um sonho. O texto de Calderón de La Barca questiona como conseguimos distinguir a nossa vida dos nossos sonhos, quando somos vítimas de manipulação, e “até que ponto é que o sonho comanda a vida ou será a vida que comanda o sonho?”.

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«A Vida é Um Sonho» tem então encenação de João Rosa que é também Basílio, que explica num cenário de futuro o que faz, como numa experiência científica à vista de todos. Segismundo interpretado por Eduardo Frazão, é o filho renegado de Basílio, Rei da Polónia. Imaginemos, de novo, “alguém privado do convívio desde o seu nascimento mostrando-se um ser aprisionado e de mente igualmente encarcerada com tudo o que isto provoca”. É o que intriga João Rosa enquanto encenador, na actualidade que até temos medo de colocar neste texto – lembramo-nos do cárcere como competição – é, precisamente, a actualidade do Teatro e desta manipulação presente no texto, confrontada com a sociedade actual.

Fala-se quase sempre da actualidade do Teatro. Muito e muitos. Tentamos também sempre saber em que se sustenta essa evocação da actualidade, nomeadamente quando recorre a textos antigos. “ Vivemos num mundo de contra informação, informação manipulada. O texto é tão actual que retrata a sociedade de hoje na perfeição”.

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João Rosa procurou Segismundo. “Por um acaso seguia a série da RTP os Filhos do Rock. A personagem do Garrafa, interpretada pelo Eduardo Frazão, era para mim muito interessante e, depois, fui ver um concerto ao vivo dos Barões. Pensei: tenho de falar com ele. E ele aí está! Tem tudo a ver com o Segismundo, partindo de uma forma de estar artista para construirmos, quer à imagem dele quer à minha imagem um Segismundo que é uma fera humana”.

De novo ao palco. Rosaura… “que com assombro de ver todo aquele horror de cárcere, usa-se do seu espírito de justiça e instiga Segismundo a assumir o comando do exército. Segismundo toma o Poder, aprendendo a lição da necessidade da prudência que exigem as circunstâncias”. Esta é a descrição de Rosaura por Catarina Gonçalves que a interpreta e completa o elenco. “Embora pareça uma história paralela ou de menor importância dramaturgia, tanto Rosaura como Segismundo buscam o mesmo – a sua identidade”. Mas a personagem desta mulher desde o início que o vai inquietar a si, enquanto espectador. Perceberá que ela transporta um segredo que só no fim é revelado, mostrando-se em toda a peça uma personagem enigmática. Não pense que será fácil de desvendar.

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A peça em si, enquanto texto original, vale-se dos recursos de comédia para representar o grave assunto da vaidade. A moralidade que assume a seu tempo é, no fundo, a lição do Eclesiastes: “Vã a vida Humana sobre a terra, não passando de vaidade e aflição do espírito aqueles bens que aos Homens pareçam honra, glória, riqueza ou distinção”. Mas também a ideia de que a vigília e a acção humanas não passam de pura ilusão e, comuns os sonhos nesta época, recorrentes nos textos europeus. Daí algumas comparações com as peças de Shakespeare. Chega igualmente à Caverna, de Platão, onde o Homem em cativeiro numa caverna só se libertará se deixar a matéria e chegar até a Luz.

Que é a vida? Uma ilusão,
uma sombra, uma ficção;
o maior bem é tristonho,
porque toda a vida é sonho
e os sonhos, sonhos são”.

A influência de Platão é evidente na personagem de Segismundo. No cárcere ele também não se conhece. Repetimos Rosaura, segundo Catarina Gonçalves… repetimos e reforçamos, não é gralha: Embora pareça uma história paralela ou de menor importância dramaturgia tanto Rosaura como Segismundo buscam o mesmo – a sua identidade

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Basílio dirige-se a quem se senta nas cadeiras do Teatro da Comuna como professor que explica, passo a passo o que está a fazer naquela experiência.

O fundamental no meio de tudo isto é o Teatro a fazer as pessoas pensar na tensão… com atenção. Mas, e então, o que é que pode acontecer ao Ser Humano que acredita que a sua realidade é outra? «A Vida é Um Sonho» que está na Comuna, tem um final que, ao contrário do que muitos pensam, pode bem ser feliz. Quem sabe, possa também ser a resposta, entre a inquietante viagem aos nossos cárceres.
<Texto>N.F.S.  – TKNT

Para quem não teve oportunidade de assistir ao nosso espectáculo pode visualizar um pequeno vídeo daquilo que foi “A vida é sonho”.

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2013/14

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Sinopse:
Uma mecânica? Sim, uma mulher. Quem pode ser esta mulher? Ofélia? Podemos chamar-lhe Ofélia, afinal estamos num universo Pessoano, porque não?!

Comecemos do início, o engenheiro mas acima de tudo o homem frustrado e desencantado com tudo numa procura de si mesmo com o seu duplo infernal Álvaro de Campos.
Como vês Álvaro de Campos?
“Galgar com tudo por cima de tudo” é uma ode de outras odes onde o mecânico ou o engenheiro é tomado por esta “Ofélia” na sua procura de si mesmo entre sobressaltos e sonhos febris no meio de uma fábrica em actividade. Uma metamorfose no seu desejo de poder exprimir-se. São tantos os sonhos, desejos e vontades pelas máquinas, pelos motores, “pelos êmbolos e pelos volantes, Rugindo, rangendo, ciciando, estrugindo, ferreando, num excesso de carícias ao corpo numa só carícia à alma”. Este é um espectáculo de interrogações que pretende reinventar uma outra Ofélia, um outro engenheiro ou outro sentido para glorificar esta existência que junta textos Pessoanos e o seu heterónimo Álvaro de Campos. (excertos de “Opiário”, “Ode Marítima”, “Ode Trinfal”, “Isto”, Ode Marcial e “Apostila”). 

Ficha artística e técnica
Texto: Pessoa e Álvaro de Campos
Versão cénica e encenação: João Rosa
Interpretação: Catarina Gonçalves
Cenografia, figurino e luz: João Rosa
Produção: Oficinas de Teatro Lisboa
Classificação etária: M/12

COMUNA TEATRO DE PESQUISA: 6, 7, 13, 14 e 20 de Dezembro às 21:30, sextas e sábados

Espectáculo disponível para escolas todos os dias entre as 10:00 e as 16:00h por marcação.
Apoios: Turismo de Lisboa, Junta de Freguesia Avenidas Novas, Antena 2, Contubos.

Bilhetes à venda:
Fnac, El Corte Inglés, CTT, Worten, bilheteira online (click no botão comprar) ou no local uma hora antes do inicio do espectáculo

2012

Ode Marítima

Sinopse: Virado para o Tejo  Fernando Pessoa viaja nas suas palavras por via do seu heterónimo, Álvaro de Campos. Nesse momento de total esquizofrenia a sua mente cria várias personagens que querem matar estropiar e violar, não fosse o seu corpo o seu sangue. Sonha com a pele com ruídos sonoros dos marinheiros que chamam, os barulhos que procuram na memória o eco dos sons metálicos, imagina com o corpo numa confusão de cores, num delírio acordado numa amálgama de filosofias. Neste cântico decadente, sombrio, negro e intencional as personagens são colocadas em conflito entre a loucura, a raiva, o prazer, o sexo e apatia. Um texto alto, sinfónico, mas silencioso, contido, em que todos os barulhos são barulhos de mecanismos interiores, mecanismo de relógio, por detrás da alma, que fazem funcionar sem se sentirem e que levam ao horror de os sentirmos quando não respiramos.

A Ode Marítima é um dos poemas mais marcantes do heterónimo Álvaro de Campos expressa as suas ideias de força e agressividade, tão marcantes no período futurista e sensacionista. Ode Marítima prova máxima do poder da imaginação do homem mas também prova máxima de quão efémero é esse poder. Depois de tudo, depois da exaltação, da fúria, da descoberta e de ser tudo, há o regresso frio do corpo e a saída do sonho para a realidade de todos os dias, a realidade real, o lado de fora do sonho.

Ler um livro é a forma universal de caminhar para outro mundo, outro universo, a magia de poder sentir as personagens e a magia de viver outras histórias sem imposições pré-definidas, as personagens o tempo e o espaço criado à imagem e sentimento de cada um. A proposta desta criação é a viajem de palavras e sentimentos, sendo essas, materializadas na mente do espectador através de estímulos expressos por sons, ruídos e vídeo incitando, desse modo, a forma como vemos ouvindo as personagens à nossa maneira, como queremos e como sentimos. Um exercício de descoberta do mistério pela linguagem poética, captando e sentindo visualmente as palavras, tal como, um simples leitor sente à medida que leria o seu livro, à sua maneira, como querendo e sentindo.

Encenar um texto de Fernando Pessoa é um desafio aliciante, pela sua riqueza literária e magnificência, daí a importância em continuar a divulga-lo desmistificando a complexidade da sua  escrita.   O teatro e em particular este texto é uma arma forte para gritar, revoltar, extravasar e exorcizar tudo o que se passa à nossa volta.

Deixem-se alertar, acordar e espicaçar pelo teatro!

Criação e versão cénica: João Rosa | Texto: Fernando Pessoa (heterónimo Álvaro de Campos) | Estética Visual: Ricardo Campos | Videoarte: Ruben Sousa | Desenho de Luz  e som: João Lacueva | Luzes: José Alvega | Produção: João Rosa | Elenco: Artur Assunção, Delfina Costa, Helena Duarte, João Pires Silva e Lurdes Vinagre | Classificação etária: M/12

2011

Joana vive em Aldeia Velha e é a rapariga mais bonita da terra, despertando sentimentos fortes em todos os habitantes da aldeia. Grandes paixões nos rapazes, que disputam o seu amor por vezes com violência e grande inveja nas outras mulheres. Acusam-na de estar possuída pelo demónio e trazer as desgraças para as suas vidas. Nessa mesma altura, chega um novo padre à aldeia, que decide defender Joana das acusações que lhe são feitas e enfrentar as mulheres, incluindo a sua própria mãe.

Esta história é baseada num caso real sobre o linchamento de uma mulher supostamente possuída pelo demónio, ocorrido durante os anos 30 em Marco de Canaveses. Publicada em 1959, a obra de Bernardo Santareno coloca questões sobre o papel da religião e o seu impacto na humanidade, e foi interpretada na altura como um desafio ao regime fascista e às posições da Igreja Católica. Bernardo Santareno, nasceu em 1920, em Santarém. Influenciado por Brecht, Lorca e Pirandello, tornou-se um dos dramaturgos de vanguarda em Portugal e foi considerado um dos responsáveis pela revolução no teatro ocorrida pós 25 de Abril.

 

Ficha Técnica:

Coordenação e encenação: João Rosa

Texto: Bernardo Santareno

Imagem Cartaz: Ricardo Campos

Coro: Coro Audite Nova Lisboa

Maestrina: Clara Correia

Elenco: Artur Assunção, Conceição Lopes, Delfina Costa, Helena Duarte, João Pires Silva, Júlia Catita, Lurdes Vinagre, Manuela Martins e Tina Franco.

Caracterização: Tucha

Co-Produção: A Velha Escola e João Rosa

Assessoria de Imprensa: Rosaria Casquinha

Fotografia: Carlos Muralhas

 

 

 

 

 

 

 

2010

 

 

 

 

 

 

 

 

“A Casa de Bernarda Alba”, numa encenação de João Rosa e com um elenco fantástico – Ângela Pinto, Paula Guedes, Manuela Cassola ,Delfina Cruz, Catarina Gonçalves, Margarida Cardeal, Ana Moreira, Raquel Dias, Maria Zamora, e Delfina Costa.

No âmbito das comemorações do 25 de Abril festeja-se mais um ano de liberdade. 36 Anos após várias décadas de ditadura, censura e repressão seria interessante encenar esta peça. “A Casa de Bernarda Alba” de Federico Garcia Lorca, também ele vitima do sistema (fuzilado brutalmente em 1936 por uma milícia nacionalista conservadora), será neste espectáculo em particular, encenada em arena, suprimindo qualquer recurso à cenografia, gerando uma grande proximidade entre público e personagens.

Para além da particularidade acima descrita, que por si só recriará uma envolvência acrescida, pretendo personificar O GRITO DA LIBERDADE, através da morte. Para tal e para vincar este apogeu libertador: o Coro Audite Nova de Lisboa que demarcará a principal diferença do epílogo da peça.

Sinopse:
A Casa de Bernarda Alba aborda uma personagem forte e fanática, que impõe uma disciplina muito rígida a todas as mulheres da casa. Depois da morte de seu segundo marido, Bernarda Alba obriga suas filhas a viver numa rigorosa reclusão, por um período de oito anos de luto. Neste ambiente, duas personagens, Adela e Maria Josefa, se destacam pela rebeldia, pois não aceitam o domínio de Bernarda. Representam duas gerações distintas, a avó e a neta, que movidas pela necessidade de se libertar tentam romper com as normas estabelecidas para alcançar a felicidade, que está além dos muros da casa. O presente trabalho tem por objectivo analisar essas personagens a fim de verificar como elas reagem diante da repressão imposta por Bernarda.

 

 

 

Foto cena com Manuela Cassola e Ana Moreira

 



 

 

 

Foto de Cena com Ângela Pinto e Paula Guedes

 



 

 

 

Foto de Cena com Catarina Gonçalves e Ana Moreira

 



 

 

 

Foto cena Catarina Gonçalves

 



 

 

 

 


Foto de cena com Delfina Cruz



2009/10

 

 

 

 

 

 

 

 

Titulo: O Café

Autor: Carlo Goldoni

Encenação: João Rosa

Elenco: Artur Assunção | Delfina Costa | Helena Duarte | João Pires Silva | Lurdes Vinagre | Manuela Meireles | Manuel Maduro

O Dramaturgo italiano Carlo Goldoni é considerado um dos maiores autores europeus de teatro e um dos escritores italianos mais conhecidos fora do seu pais. O texto de Goldoni  tem mais de duzentos anos, mas adapta-se perfeitamente ao tempo actual. A história desenrola-se num café de uma rua de Veneza junto a uma casa de jogo e de uma hospedaria. O que deveria ser um negocio funciona como um observatório, ponto de concentração de informações e intrigas.

Epítome:
Este trabalho nasce do interesse de adaptar um texto setecentista numa estória igual a tantas outras dos tempos actuais. O nosso “O Café” simboliza ou pretendemos que simbolize o mundo actual, encontros e desencontros. Uma critica social com humor, despertando no público a esperança, perdão e honestidade. O bem e mal estão muito bem delineados por dois personagens, um que pretende e é honesto ajudando o próximo e o outro criando artimanhas e contra-informação ou não fosse um candidato…

De quarta a sábado, 3, 4, 5, 9, 10, 11, 16, 17, 18 e 19 Dezembro 2009 às 22:00 no Teatrocinearte A BARRACA

2006/07
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Titulo “Antes de Começar”

Autor – Almada Negreiros (reposição)
Encenação – João Rosa
Interpretação – Catarina Gonçalves e João Rosa

Sinopse:
Duas bonecas, despertam para a realidade de que ambos podem falar, mexer, recordar, pensar e… sentir. Já não são apenas dois objectos por detrás de um pano que se levanta para encher o universo de um grupo de crianças, mas sim dois seres que sofrem com a sua própria realidade. São dois corações de trapo (ou não), capazes de serem fortes, tímidos, sonhadores, melancólicos, nostálgicos… e acima de tudo, capazes de decifrar o que demais básico e importante existe na vida:  Todo um infinito que o coração pode conter. É uma estória, que mostra que o sentimento pode atingir uma amplitude muito maior, para além do limite humano. E será que o homem é capaz de ir também a esse limite, ou será a sua cabeça maior que o coração?

“A cabeça não deve saber o que o coração quiser”

2006
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Titulo DESASSOSSEGO” Comédia Sexual

Autor – João Rosa e Catarina Gonçalves
Encenação – João Rosa
Interpretação – Catarina Gonçalves, Daniela Faria e João Rosa

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Actriz convidada 2ª fase da digressão – Sara Aleixo

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Sinopse:

Três personagens dão vida a uma série de acontecimentos e peripécias confusas, criando-se um relato teatral sexual que usa uma linguagem gritante… Um enredo divertido abordando as relações amorosas através de conflitos de orientação sexual e até existenciais! Um triângulo amoroso interessante dentro de um apartamento… Duas mulheres e um homem… A Teresa que ama e odeia ao mesmo tempo o homem… Coisas, do passado! … A outra, a Célia já teve um relacionamento com o mesmo, mas não sentiu nem sente nada por ele… No entanto ela não sabe o que sente pela Teresa! … O Manel, que é o passado de ambas, esse é… Um pouco egoísta, demasiado distraído, em suma não se interessa pelos pormenores de uma relação.

 

Espectáculo em cena 3 meses no Auditório Instituto Português da Juventude Parque Expo.

Digressão;

29 de Agosto Corvos à Nogueira (Viseu)
8 e 9 de Setembro Orfeão de Leiria (Leiria)
22 de Setembro EPAC Espaço Público de Actividades Culturais (Azambuja)
30 de Setembro Teatro-Cine da Covilhã (Covilhã)
7 de Outubro Centro Cultural de Lagos (Lagos)
20 de Outubro Cine-Teatro de Benavente (Benavente)
3 de Nov. Auditório do Instituto Politécnico de Beja (Beja)
4 de Nov. Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre (Portalegre)
12 de Novembro no luísa Todi (Setubal)
18 de Novembro Cine-Teatro São João (Entroncamento)
24 de Novembro Ateneu Artístico Vilafranquense (Vila Franca de Xira)
28 de Novembro Cine-Teatro de São Pedro (Abrantes).

2005
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Titulo E SEXO? … NÃO SE FALA DE SEXO!?” Comédia Sexual

Autor – Isabel Stilwell
Encenação – João Rosa
Interpretação – Catarina Gonçalves, Sara Aleixo e Sara Porta Nova

Sinopse:
Três mulheres falam basicamente mas não propriamente para um público masculino, tentando explicar e desmistificar a ciência (ou talvez não) de como funcionam realmente as mulheres. Três cadeiras, três mulheres e um palco nu são o suficiente para dar vida a esta performance sedutora, onde as palavras e a expressão são elementos fundamentais para ilustrar algumas histórias do quotidiano feminino e até mesmo do masculino.

 

Titulo – “As Férias” teatro mudo

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Um espectáculo de João Rosa

Autor – João Rosa
Encenação – João Rosa
Interpretação – João Rosa e Fátima Luzes

Sinopse:
As aventuras e desventuras, o desenrolar de peripécias peculiares de um casal tipicamente “ribatejano”, onde o bom gosto e o bom senso tem lugar num tempo longínquo! A história é muito simples: Um casal vai de férias. Chega o verão, o calor e a vontade de ir à praia é uma necessidade constante. Até porque depois de um ano intenso de trabalho é necessário descansar, relaxar para retomar energias. E este fantástico casal consegue transportar consigo a “casa” tentando de alguma forma por em prática mas sem grandes resultados o exercício de várias actividades veraneantes. O facto de serem desajeitados, broncos e de alguma forma desastrada e deselegante ou mesmo rudes e até mesmo burlesco, as atitudes destas duas personagens são no mínimo hilariantes, tornado o ambiente desconcertante. São 60 minutos de comédia onde a palavra não existe, dando lugar ao corpo expressando momentos cómicos ilustrado com efeitos sonoros.

Trabalhos de criação não profissional

2009

Titulo – Performances Teatrais Inauguração da Livraria Ler Devagar

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Autores – Helder Costa, Edgar Allan Poe, Bertold Brecht e Emma Santos

Encenação e Coordenação:

João Rosa

Coreografia: Joana Sousa | Musica: Carlos Alves | Produção: Mariana Martins | Fotografia: Patrícia Cruz | Maquilhagem: Rita Pereira

2006

Titulo – “O ZÉ DAS COUVES” Comédia músical

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Autor – João Rosa

Encenação – João Rosa

Interpretação – João Rosa

Musica – Hand Made

Sinopse:
Uma comédia musical, um formato diferente e divertido de fazer teatro. No sentido mais burlesco. Um personagem “Zé das Couves” personificando o Zé povinho. Esta nova aventura teatral conta com várias histórias soltas sem um sentido concreto que no final se cruzam. Uma critica com algum propósito sociocultural e também com alguma politiquice demagoga. Um espectáculo de puro entretenimento que conta com música de um grupo de pop rock, que vive e sente as constantes interrupções e passividade de uma sociedade desinteressada.

“CHAPELINHO ROSA CHOCK” Musical infantil

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Autor:
João Rosa e Kamarise

Actores:
Mónica Garcia
Paulo Valentim
Ricardo Pascoalinho
João Rosa

Sinopse:

Todos se lembram do capuchinho que vai levar o lanche à avó , e que no caminho encontra o lobo mau que se prepara para fazer das suas!!!
Esta é a base da nossa história com a diferença que temos um capuchinho cor de rosa, moderno que faz compras no centro comercial e que faz amizade com um lobo malandreco! Ao se aperceber que este fez mal à sua avó a capuchinho rosa chok é salva mesmo a tempo por um herói do cinema bem nosso conhecido! No fim e como se espera, todos ficam amigos e os meninos (público) convidados a participar nesta aventura.

Sim, nada é como dantes e a tradição já não é o que era, mas a moral da história mantêm-se, e essa fazemos questão de contá-la!As mentalidades mudaram, e com elas a educação, o estilo de vida dos paizinhos e mamãs que por muito que queiram não lhes sobra grande tempo para as histórias infantis, quem quer saber dos contos antigos? Agora o que conta são os computadores as playstations e outras modernices chinesinhas! Pensámos e tivemos que adaptar o nosso querido capuchinho à realidade actual, para que a maioria das crianças queiram saber de nós! A realidade pede-se o mais cor de rosa possível, para juntar aos bons sentimentos que queremos que prevaleçam em todos os meninos! Esquecemos o mau da história e criámos heróis como todos nós, onde o arrependimento e as desculpas são possíveis e os conflitos resolvidos a cantar!

Que bom seria que no dia a dia tudo fosse tão simples…..

“BRAIN STORM”

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Texto: Vários autores (…) Wiliam Shaskespeare, Oscar Wilde, Euripídes e Brecht.
Dramaturgia: João Fernandes
Actores: João Fernandes e João Rosa
Encenação: João Fernandes e João Rosa
Cenografia: João Rosa
Direcção geral: João Rosa

Sinopse:
Esta peça é um quadro surrealista que junta vários textos de autores como Wiliam Shaskespeare, Oscar Wilde, Euripídes e Brecht. É um drama em sete idades:
Passado num tempo sem tempo e num espaço sem espaço, em que cada um faz suas entradas e cada um faz suas saídas… «E no decorrer das nossas vidas desempenhamos vários papéis.» Um espectáculo que nos leva, através da encenação, da música, da dramaturgia, das luzes, da cenografia, do vídeo e dos actores a viajar num mundo paralelo! …

 

ENCENAÇÕES TEATRAIS DE CARIZ EXPERIMENTAL/PESQUISA COMO DOCENTE

2010

Titulo: Fragmentos de Liberdade

a partir da peça “A vida é sonho” de Pedro Calderon de la Barca

Trabalho final oficina de teatro 4ª edição

Sinopse:

O protagonista da história é o príncipe Segismundo, que, desde o nascimento foi condenado a um terrível destino, encarcerado pelo rei, o seu pai, numa torre. Ali viveu até a juventude, conhecendo apenas um ser humano, o seu carcereiro. Não sabe quem é e porque não tem liberdade. Sabe que sofre e que é infeliz. Como ser humano sente-se diminuído perante as outras criaturas da natureza. O seu sentimento expressa a angústia de não entender o sentido da sua existência e o porque de se estar no mundo, se a existência, deste estar, se expressa com uma lógica rigorosa. Segismundo anseia por liberdade.

Esta performance teatral está fortemente carregada pelo sentido dramático do homem seiscentista, que descobre não ser o centro do universo e que toma consciência de que tudo é efémero e vão, o tempo é fugaz, as coisas são mutáveis e nada perdura.

Coordenação, adaptação e encenação: João Rosa

Elenco/alunos: Constança Carvalho, Luisa Augusto, João Batista, Licínia Pinheiro, Maria João, Maria de Lourdes, Manuela Pinheiro, Manuel Dias, Mafalda Izidro e Sara Almeida.


Titulo: Vícios Anónimos

Elenco: Ana Brilha, Filipa Marques, Patricia Caeiro, Rute Moura, Teresa Macedo e Vera Venancio.

Direcção e Encenação: João Rosa

Filme:

2009

Titulo – A Enfermaria

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Um original: Ken Kesey | Baseado no filme de Milos Forman “Voando sobre um ninho de Cucos”
Adaptação e encenação: João Rosa
Coreografia e arranjos musicais: Yann Gibert
Musica: Emir Kusturica, Bjork, Colleen
Elenco: Carla Hortênsio, Cátia Diogo, Rita Garcia, Ricardo Lemos, Lourenço Charters, Rui Ruivo, Pedro Santana, Nuno Louzeiro.

Sinopse:
McMurphy é um malandro que após ser preso, se finge de louco para ir para um hospital psiquiátrico. Na enfermaria do hospital começa a influenciar os outros internos, e começa a sofrer oposição da cruel enfermeira Ratched. É a denúncia dos limites da psiquiatria convencional no tratamento das “doenças” do seu foro, que mais não são do que revoltas contra uma sociedade em que se perdeu o sentido do humano e o valor da liberdade.

 

Titulo – Dissonâncias Instaladas

Elenco:
Artur Assunção, Delfina Costa, João Pires Silva, Helena Duarte, Lurdes Vinagre, Manuela Meireles, Manuel Maduro

Encenação:
João Rosa

Sinopse:

Todos fazemos parte de uma experiência. A vossa será perseguir as Dissonâncias da vida que propomos. As personagens e a acção das Dissonâncias situam-se em vários ambientes desconfortáveis de algo que conscientemente perpetuamos. Fragmentos de cenas incompletas, completamente nutridas de sentido e sem qualquer tipo de interligação. São fragmentos dispersos que nos colocam perante as Dissonâncias da nossa sociedade, ou aquilo que fazemos dela.

Epítome:

Tudo grita e chora à nossa volta, somos todos náufragos numa jangada à espera do naufrágio. Luz e silêncio, desespero e fuga interior, emoções na luta do dia-a-dia, a impaciência da espera, do outro dia, das resoluções, da luta para viver.

Amanhã é dia oito e a merda do passe, o infantário, o telefone, a água, a prestação do carro , a gasolina , a inspecção, os seguros… E só me apetece fugir …deixar tudo para trás. Não importa para onde desde que deixe esta vida estúpida e banal esta vida medíocre que faz de mim um deplorável pateta. E compreender que as coisas passam, sucedem-se… onde estava o bosque é hoje o deserto, o pôr-do-sol, a rua, um passeio, um amante, não significam nada. Puta, barata, oferecida, vendida, meretriz delambida, rameira afectada, tartaruga de bordel, mas, sobretudo, puta.

O que é que estás a dizer?! Há vozes que ensurdecem. Rebentem os astros em cem mil pedaços. Calem-lhe a boca com o seu próprio lodo. Quero dar-lhe três tiros nos olhos, dois entre as pernas, cravejá-lo, cortar-lhe a linga, cinzelar-lhe o rosto…O senhor sabe bem que um povo com ideias é um povo perigoso. Temos de os convencer que o seu pensamento continua em inteira liberdade e independência. É a melhor forma de os controlarmos, ah, ah!…

2008

Titulo – “Casa de Bernarda Alba” Teatro Senior

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Autor: Federico Garcia Lorca

Actores e Personagens:
Manuel Maduro/Bernarda
Lurdes Vinagre/La Poncia
Fernanda Rodrigues/Criada
Cale Garcêz/Mª Josefa
Artur Assunção/Angustias
Helena Duarte/Amélia
Delfina Costa/Madalena
Marinela Meireles/Martírio
Isabel Carreira/Adela
Marafa Dias/Mulher e Mendiga

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Coordenação e Encenação:
João Rosa

Sinopse:

A casa de Bernarda Alba é a última peça de Federico Garcia Lorca, escrito em Junho 1936. Lorca viria a ser assassinado a 19 de Agosto daquele mesmo ano. A Casa de Bernarda Alba é uma peça tão realista como poética. Bernarda é uma mãe autoritária e cinco filhas adultas impedidas de concretizar os seus desejos de matrimónio e maternidade. Mulheres aprisionadas pelo preconceito e pelos padrões morais vigentes, sublimados ao ponto de dogmas. Fora de casa, uma sociedade moralista, preconceituosa e machista. E o homem mais atraente da aldeia é capaz de impulsionar forças latentes no interior destas mulheres. É o inferno no interior daquela casa onde se vão medir forças, a frustração e a coragem, a inveja e o desejo, a rebeldia e a repressão… a vontade e o destino.

 

Titulo – Nem por isso…

Argumento – Colectivo

Encenação – João Rosa

Alunos – Nuno Vieira, Carla Spinola, Mónica Santos, Paulo Pinto, Rafael Mateus, Pamela Fonseca.

Sinopse:

Um grupo de pessoas simpáticas, calmas e muito certinhas resolveram fazer uma pecita de teatro para meninos…bem, nem por isso… o resultado não foi bem o que se esperava!

Foi preciso reunir material. Vivências. Coleccionar o que se vê, o que se lê e o que se ouve, tanto no consciente, como no inconsciente…

Somos todos espectadores e também somos todos actores. Descobrindo o teatro, é descobrirmos a nós próprios como seres humanos.

O teatro é isso mesmo, a arte de nos vermos a nós mesmos, a arte de nos vermos vendo… Como fazer sexo juntos, sem saber ao certo o que estavam a fazer!

Esforçamo-nos por usar a razão… conhecer as personagens, pensar como ela… e há sempre alguém a falar de Schopenhauer! Agora perguntam vocês, mas que raio tem a ver Schopenhauer com o nosso trabalho?!

Tudo… ou nem por isso! Enquanto o conhecimento está submetido ao princípio de razão, existe ao serviço da vontade. Enquanto se vive submetido ao querer, guiado pela vontade, não há felicidade duradoura. Por isso duas bonecas, despertam para a realidade de que ambos podem falar, mexer, recordar, pensar e… sentir… São dois corações de trapo ou Nem por isso… capazes de serem fortes, tímidos, sonhadores melancólicos, nostálgicos…

Este é o resumo da nossa proposta, julgamos não caminhar por estradas non sense, mas Nem por isso estamos longe… Uma pequena mostra do mundo do teatro, da sua envolvencia, das personagens, dos medos, das ansiedades e acima de tudo do prazer que nos dá.

2007

“DEGRAUS” Teatro Sénior

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Autor: Colectivo

Actores:
Manuel Maduro
João Pires Silva
Isabel Carreira
António Moreira Rato
Helena Duarte
Lurdes Vinagre
Artur Assunção
Marafa Dias
Delfina Costa
Manuela Meireles
Fernanda Rodrigues
Conceição Sardinha

Sinopse:

Estou farta disto! Só me apetece fugir! Viajamos como partimos, como escrevemos, como ficamos, impulsionados pelo quebrar das amarras de todas as rotinas.

Toda eu sou movimento! O meu coração está apertado, quase me salta do peito. Finalmente vamos fugir disto!

Todos vocês são uns exploradores, uns miseráveis, uns cães, que nem merecem a água que bebem! Tivemos que assaltar o limoeiro da escola para matar a fome. Levamos um alfinete e na hora H espetámo-lo nos importunos. É longo, longo, o caminho, respira-se fundo e é um rio em cada mão, um vidro muito fininho e muito frio. Um degrau!…

Por isso mãe, se estás a ler é tudo uma perda de tempo e nem sei se te volte a esconder. O vento dá sempre. Quando não puxa, empurra… Vê se soltas o cabo da adriça da vela. A vida ensinou-me algumas coisas… não digas nada!… É o delírio, eu a única menina… O que achas de se juntarem as duas festas?!… Dou largas à minha alegria! …

Outros degraus…

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