CARTAZ

VOLTAR CLICK AQUI

AUDITÓRIO CAMÕES

Palestra

Eu tenho Voz

Fala em público com frequência?
Fica ansioso só de pensar em enfrentar uma plateia ou os seus colegas/colaboradores?
Se pudesse, conscientemente, usar a sua voz a favor da mensagem que pretender transmitir, seria bom?
Não deixe os seus ouvintes adormecerem durante o seu discurso, crie empatia usando uma melhor comunicação.

11 e 12 de Maio
Auditório Camões às 20:30

Não perca.
Garanta já o seu lugar.

Comprar5

Sinopse:
A comunicação é uma qualidade extraordinária, mas só é possível, se a transmitirmos bem. A voz tem características físicas e emocionais que usadas em conformidade chega ao ouvido do interlocutor de forma agradável – se for essa a intenção, e assim, cativar, persuadir, apaixonar e até mesmo afastar, odiar e recear. Através da voz podemos transmitir emoções, sejam alegres, nervosas, ansiosas, enraivecidas, eufóricas, sofridas e assertivas. Permite expressar ideias, desejos e também o poder de convencer. Este evento não é só uma palestra, é um espectáculo diferente e interactivo para que, todos experimentem algo com que se identifiquem, espectáculo/sonho sobre o trabalho do actor, como referência para uma postura diferente, desafiante e contagiante com características de palestra, mas sem ser tão aborrecido, um workshop, uma experiência sobre a voz. A nossa voz. O objectivo é consciencializar para a sua importância, conhecer a voz e aceitá-la é uma necessidade. Luminoso, divertido, ruidoso e intenso são alguns adjetivos que caracterizam esta acção.

Criação e interpretação: João Rosa.

Público-alvo:
Consultores, Advogados, Professores, Estudantes, Vendedores e outros profissionais que utilizem a voz na sua actividade profissional.

Local: Auditório Camões
Morada: Rua Almirante Barroso, 25 B. 1050-129 Lisboa
Para reservas ou informações: geral@oficinasteatrolisboa.com | 934 512 418

Transportes:
Metro: Picoas, Saldanha.
Autocarro: 20, 22, 26, 30, 32, 33, 40, 53, 205, 206, 209.
Estacionamento nas redondezas e parque de estacionamento Saldanha Residence.

“Só triunfam os que se atrevem a atrever-se.”
George Clemenceau

2015

Novo cartaz_Galgar_Trindade

O espectáculo estreou em Dezembro de 2013 na Comuna Teatro de Pesquisa no âmbito dos 125 anos do nascimento de Fernando Pessoa, esteve no Porto no teatro Rivoli e em Santarém no Teatro Sá da Bandeira no passado ano de 2014. Agora, vai ser resposto no Teatro da Trindade (Sala Principal) dias 13, 14 e 15 de Fevereiro para assinalar o centenário da publicação da Ode Triunfal na revista Orpheu.

A peça “Galgar com tudo por cima de tudo” é composto essencialmente com a “Ode Triunfal”, constituída por 240 versos em estilo livre. Terá sido elaborada em Londres, em 1914 é publicada no primeiro número da revista Orpheu, em 1915. Em 2015 faz 100 anos após a sua publicação na revista Orpheu.

Sinopse: O mecânico, engenheiro ou o poeta é tomado por uma personagem à procura de si mesmo no seu mais íntimo desejo de poder exprimir-se.  Na verdade essa personagem é uma mulher e não um homem com se poderia imaginar. Ofélia, uma mulher que germina dum desejo lascivo e num conflito interno que encontra satisfação nas máquinas, na fábrica onde usa o seu lado sensual e sexual. Uma alma perdida proveniente das metamorfoses a que foi sujeita. Podia ser a alma de cada um de nós.

 Ficha artística e técnica
Texto: Fernando Pessoa e Álvaro de Campos
Dramaturgia e versão cénica: João Rosa
Interpretação: Catarina Gonçalves
Voz Off: João Rosa
Cenografia, figurino e luz: João Rosa
Produção: Oficinas de Teatro Lisboa
Classificação etária: M/12

Após reposição no Teatro da Trindade entra em digressão nacional.

2014

“A vida é sonho”

A Vida é Sonho, texto de Pedro Calderón de La Barca, questiona se conseguimos distinguir a nossa vida dos nossos sonhos e até que ponto é que o sonho comanda a vida ou será a vida que comanda o sonho?

Ficha artística
Texto: Pedro Calderón de La Barca.
Dramaturgia, cenografia, desenho de luz e versão cénica: João Rosa. Interpretação: Catarina Gonçalves, Eduardo Frazão e João Rosa. Performers/actores: Carlos Gaudêncio, Ítalo Buzeli e Vasco Peres. Música: António Bastos.
Apoio à cenografia e figurino: Marisa Ribeiro.
Produção: Oficinas Teatro Lisboa.

Introdução: Se alguém nos dissesse que tudo o que vivemos até agora foi apenas um sonho, despertando-nos para uma nova vida, acreditávamos? Todos nós sonhamos e queremos viver os nossos sonhos, trocar as nossas vidas pelos nossos sonhos. Mas até que ponto estaremos nós prontos para considerar toda a nossa experiência real um sonho? Transformar todo um passado em sonho parece ser um cenário ideal para aqueles que viveram na escuridão. É o caso de Segismundo, protagonista de A Vida é Sonho. Viveu toda a sua infância e juventude clausurado numa torre, sem nenhum contacto com o mundo em seu redor, a mando do seu pai, o rei Basílio. Anos depois, Segismundo acorda numa nova realidade, e é-lhe dito que toda a sua vida até então não passou de apenas um sonho.

Sinopse:
Passa-se num futuro próximo onde o ser humano se mantém inflexível na sua evolução. Num anfiteatro um grupo de pessoas estuda o comportamento humano ao vivo. O responsável cientifico que dá pelo nome Basílio impõe a sua doutrina de manipulação. O protagonista desta experiência é Segismundo e foi condenado a um terrível destino desde o seu nascimento: a clausura. Aí viveu até à juventude, conhecendo apenas um ser humano, o seu carcereiro. O sonho aqui explorado é um exercício de poder, de cativeiro, de tortura, de escravidão psicológica, de liberdade e de perdão. Segundo Platão, o homem vive num mundo de sonhos, de escuridão, cativo numa cova da qual só poderá se libertar tendendo para o bem.

SONY DSCSONY DSC

SONY DSC

SONY DSC SONY DSC SONY DSC

Apoie comparecendo e divulgue!

 

 

Galgar Com tudo por cima de tudo

 

Galgar com tudo por cima de tudo

cartaz-SantarémA perspectiva de quem viu! Obrigado!

Num zapping televisivo damos com um programa Day Time com a divulgação de uma peça de teatro, baseada num texto de Fernando Pessoa. Aliás. De um dos seus heterónimos. A base é «Ode Triunfal». O programa Day Time tem cantores em play back e saias aos folhos, bordados e gente paga para aplaudir. O pré… conceito faz-nos mudar de canal. Maior parte das vezes mudamos com razão e olhem que nada a ver com elitismo ou gostos supostamente superiores. Adiante. Mais tarde, esta peça que esteve na Comuna, em Lisboa, anuncia-se no Norte do País (oh máquina televisiva de grandes ruídos modernos) e volta ao Rivoli… Pequeno Auditório. É esta sexta e sábado, às 21h30, e domingo às 17h00, sendo apresentada depois em Santarém a 29 e 30 de Maio.

Entretanto, pelo Porto estamos em plena transição autárquica, La Feria já não mora aqui nem as excursões de idosos de todo o lado para ver «Amália» ou «Jesus Cristo Superstar». Mora sim (ó magnífica inquilina) durante dois dias, uma actriz num monólogo. E o fumo que sai das máquinas de cenário, das tubagens, o destaque que é dado à mulher, não têm quase nada a ver com o que se fala nos programas Day Time. Não faz mal. Cada um tem a sua interpretação.

Resistimos ao preconceito dos anúncios televisivos bem anteriores e vamos ao Rivoli onde já tínhamos felizmente encontrado Renata Portas há um par de tempos com Heiner Muller. E agora é Pessoa, agora é Álvaro de Campos. «Galgar com Tudo por Cima de Tudo». Na fachada lateral do edifício, o cartaz de uma mulher com a cabeça para trás, aludindo a uma descarga relacionada com erotismo que, com certeza, há-de estar relacionada com o sexo ou amor, naturalmente. Não tenhamos medo das palavras. Também com fingimento e um palco, é teatro. Mas isso do fingimento, deixemos para Camões.

Imaginemos que entramos aqui sem saber nada, galgando tudo por cima de tudo com a confiança de que não conhecemos o que nos espera. E adivinhamos? Adivinhamos um texto escrito ontem sobre tudo o que se passa na actualidade: “A maravilhosa beleza das corrupções políticas, Deliciosos escândalos financeiros e diplomáticos,  Agressões políticas nas ruas, Notícias desmentidas dos jornais, Artigos políticos insinceramente sinceros, Notícias passez à-la-caisse, grandes crimes — Duas colunas deles passando para a segunda página!”

No fim: “Quem escreveu? Bom texto, forte, quem escreveu, um viral revoltado?”. Não. O texto foi escrito há 100 anos. “Não pode”. Sim sim. Há precisamente 100 anos, em Londres.

E a mulher, no palco entre as tubagens que de tão vulgares – mas que a suportam – deixam a acção toda na actriz, na Ofélia de Pessoa que poderá chamar-se Margarida, Rita ou Joana. Por acaso é Ofélia porque já lá está no universo pessoano. Está lá como estão estas palavras:  “Rugindo, rangendo, ciciando, estrugindo, ferreando, Fazendo-me um excesso de carícias ao corpo numa só carícia à alma. Poder ir na vida triunfante como um automóvel último-modelo! Poder ao menos penetrar-me fisicamente de tudo isto, Rasgar-me todo (a), abrir-me completamente, tornar-me passento. A todos os perfumes de óleos e calores e carvões , Desta flora estupenda, negra, artificial e insaciável! Fraternidade com todas as dinâmicas! ”

Não ficamos indiferente porque não é gratuito… é o texto. Se a mulher de fato-macaco e luvas e o que diz nos excita… é culpa de Álvaro de Campos, e não faz mal pois não?

Diz Catarina Gonçalves, a espaços na conversa a meias com o encenador João Rosa: “É lascivo, Pessoa é tomado por uma mulher. O texto é tão intenso que seria um desperdício não pegar nele com esta intensidade! O texto pede isso…. O texto pede”

E os puristas, existem?

“Há sempre alguém para tudo. E se os puristas de Fernando Pessoa por acaso saírem desta peça irritados isso quer dizer que mexemos com eles. Fico satisfeito. Claro que se pega no carácter provocatório. Um Pessoa mais leve e agradável não pode ser só  privilégio dos homens”, acrescenta o encenador que quis pegar pela sensualidade “porque tinha ferramentas suficientes no texto”. No fundo, “viajar com as palavras de forma diferente do que foi feito até agora”.

Onde, os puristas?

“Nos cafés — oásis de inutilidades ruidosas
Onde se cristalizam e se precipitam
Os rumores e os gestos do Útil
E as rodas, e as rodas-dentadas e as chumaceiras do Progressivo!”

Uma peça para todos, ide ver “Comerciantes; vários; escroques exageradamente bem-vestidos; Membros evidentes de clubes aristocráticos;  Esquálidas figuras dúbias; chefes de família vagamente felizes”.

Pessoa e esta mulher, que ora faz acrobacias ora despe lentamente a máscara, ora prende o cabelo suavemente ora grita de fúria. Fiquem tranquilos que esta mulher ama-vos “a todos, a todos, a todos, e de todas as maneiras, com os os olhos e com os ouvidos e com o olfacto e com o tacto”.

O texto pede isso… o texto pede

“(o que palpar-vos representa para mim!)
“E com a inteligência como uma antena que fazeis vibrar!
Ah, como todos os meus sentidos têm cio de vós!”
Amo-vos a todos, a tudo, como uma fera. Amo-vos carnívoramente”

Eh lá, mas é mesmo Álvaro de Campos! Sim é ele Catarina Gonçalves e João Rosa. É com certeza Álvaro de Campos “Pervertidamente e enroscando a sua vista”.

No ensaio técnico Catarina e João falam, mas a relação ultrapassa encenador/actriz: “tal como na escola onde damos aulas a aspirantes a actores, queremos que quem está em palco faça pontes e não imite”. Fica a sensualidade como arma de sedução para  o gosto de querer fazer algo mais com o heterónimo de pessoa para lá do que está feito, “para lá do que é ensinado como obrigatório da forma que é ensinado nas escolas”.

E numa quase fúria, Catarina fora do palco: “Acho graça aos pseudo qualquer coisa vão por aí fora e dizem conhecer os museus todos do mundo, mas perguntas quando foi a última vez que foram ao teatro ou se conhecem alguma coisa de Fernando Pessoa e não te sabem responder… e este texto, este texto pede tanto”.

Claro, a actualidade do Teatro, mas é, mais uma vez, a actualidade de um homem que se multiplica em tantos outros e agora tem sobre ele a pairar a intenção de ser mais do que dito, mais do que recitado. Tem de ser accionado por uma mulher que acciona máquinas também. À actriz dizem-lhe na rua: “que engraçado, em palco parece mais alta!”. Podia caber aqui um desejo de alguém que teve “dificuldade em apropriar-me de uma paixão quase erótica com as máquinas…. E que isso soasse a verdade”. E apropriou-se, pensando, desejando talvez “Ser tão alta que não pudesse entrar por nenhuma porta!”. Mas do palco:  “Ah, olhar é em mim uma perversão sexual!”

No processo criativo entre encenador e actriz insistiu-se na rapidez. “A peça é frenética porque o texto canta a rapidez dos carros, a das máquinas e dos motores”

“Nem sei que existo para dentro. Giro, rodeio, engenho-me.
Engatam-me em todos os comboios.
Içam-me em todos os cais.
Galgar com tudo por cima de tudo!”

tknt

<Texto>Nuno F. Santos

SONY DSC

«O teatro é um dos mais expressivos e úteis instrumentos para edificação de um país e é barómetro que assinala a sua ascensão ou queda (…). Um povo que não ajuda e não fomenta o seu teatro, se não está morto, está moribundo; da mesma forma, o teatro que não recolhe o pulsar social, o pulsar histórico, o drama das suas gentes e a cor genuína das suas paisagens e do seu espírito, pelo riso ou pelas lágrimas não merece que se lhe chame teatro (…)»

Federico Garcia Lorca

Estreia em 2013

Espectáculo teatralizado comemorativo dos 125 anos do nascimento de Fernando Pessoa

Sinopse:
Uma mecânica? Sim, uma mulher. Quem pode ser esta mulher? Ofélia? Podemos chamar-lhe Ofélia, afinal estamos num universo Pessoano, porque não?!

Comecemos do início, o engenheiro mas acima de tudo o homem frustrado e desencantado com tudo numa procura de si mesmo com o seu duplo infernal Álvaro de Campos.
Como vês Álvaro de Campos?
“Galgar com tudo por cima de tudo” é uma ode de outras odes onde o mecânico ou o engenheiro é tomado por esta “Ofélia” na sua procura de si mesmo entre sobressaltos e sonhos febris no meio de uma fábrica em actividade. Uma metamorfose no seu desejo de poder exprimir-se. São tantos os sonhos, desejos e vontades pelas máquinas, pelos motores, “pelos êmbolos e pelos volantes, Rugindo, rangendo, ciciando, estrugindo, ferreando, num excesso de carícias ao corpo numa só carícia à alma”. Este é um espectáculo de interrogações que pretende reinventar uma outra Ofélia, um outro engenheiro ou outro sentido para glorificar esta existência que junta textos Pessoanos e o seu heterónimo Álvaro de Campos. (excertos de “Opiário”, “Ode Marítima”, “Ode Trinfal”, “Isto”, Ode Marcial e “Apostila”). 

Ficha artística e técnica
Texto: Pessoa e Álvaro de Campos
Versão cénica e encenação: João Rosa
Interpretação: Catarina Gonçalves
Cenografia, figurino e luz: João Rosa
Produção: Oficinas de Teatro Lisboa
Classificação etária: M/12

COMUNA TEATRO DE PESQUISA: 6, 7, 13, 14 e 20 de Dezembro às 21:30, sextas e sábados

Espectáculo disponível para escolas todos os dias entre as 10:00 e as 16:00h por marcação.
Apoios: Turismo de Lisboa, Junta de Freguesia Avenidas Novas, Antena 2, Contubos.

Bilhetes à venda:
Fnac, El Corte Inglés, CTT, Worten, bilheteira online (click no botão comprar) ou no local uma hora antes do inicio do espectáculo

2012

Sinopse: Virado para o Tejo  Fernando Pessoa viaja nas suas palavras por via do seu heterónimo, Álvaro de Campos. Nesse momento de total esquizofrenia a sua mente cria várias personagens que querem matar estropiar e violar, não fosse o seu corpo o seu sangue. Sonha com a pele com ruídos sonoros dos marinheiros que chamam, os barulhos que procuram na memória o eco dos sons metálicos, imagina com o corpo numa confusão de cores, num delírio acordado numa amálgama de filosofias. Neste cântico decadente, sombrio, negro e intencional as personagens são colocadas em conflito entre a loucura, a raiva, o prazer, o sexo e apatia. Um texto alto, sinfónico, mas silencioso, contido, em que todos os barulhos são barulhos de mecanismos interiores, mecanismo de relógio, por detrás da alma, que fazem funcionar sem se sentirem e que levam ao horror de os sentirmos quando não respiramos.

A Ode Marítima é um dos poemas mais marcantes do heterónimo Álvaro de Campos expressa as suas ideias de força e agressividade, tão marcantes no período futurista e sensacionista. Ode Marítima prova máxima do poder da imaginação do homem mas também prova máxima de quão efémero é esse poder. Depois de tudo, depois da exaltação, da fúria, da descoberta e de ser tudo, há o regresso frio do corpo e a saída do sonho para a realidade de todos os dias, a realidade real, o lado de fora do sonho.

Ler um livro é a forma universal de caminhar para outro mundo, outro universo, a magia de poder sentir as personagens e a magia de viver outras histórias sem imposições pré-definidas, as personagens o tempo e o espaço criado à imagem e sentimento de cada um. A proposta desta criação é a viajem de palavras e sentimentos, sendo essas, materializadas na mente do espectador através de estímulos expressos por sons, ruídos e vídeo incitando, desse modo, a forma como vemos ouvindo as personagens à nossa maneira, como queremos e como sentimos. Um exercício de descoberta do mistério pela linguagem poética, captando e sentindo visualmente as palavras, tal como, um simples leitor sente à medida que leria o seu livro, à sua maneira, como querendo e sentindo.

Encenar um texto de Fernando Pessoa é um desafio aliciante, pela sua riqueza literária e magnificência, daí a importância em continuar a divulga-lo desmistificando a complexidade da sua  escrita.   O teatro e em particular este texto é uma arma forte para gritar, revoltar, extravasar e exorcizar tudo o que se passa à nossa volta.

Deixem-se alertar, acordar e espicaçar pelo teatro!

Criação e versão cénica: João Rosa | Texto: Fernando Pessoa (heterónimo Álvaro de Campos) | Estética Visual: Ricardo Campos | Videoarte: Ruben Sousa | Desenho de Luz  e som: João Lacueva | Luzes: José Alvega | Produção: João Rosa | Elenco: Artur Assunção, Delfina Costa, Helena Duarte, João Pires Silva e Lurdes Vinagre | Classificação etária: M/12

Preço dos bilhetes

Normal: 10,00 € | Profissionais do Espetáculo: 7,50 € (vendido no local) | Maiores de 65 anos: 7,50 € | Jovens até 20 anos: 7,50 € | Reservas/informações:  93 823 85 65 (produtor) E-mail: producoesteatrais2@gmail.com | Locais de venda: No local.

”O homem sentiu sempre e os poetas frequentemente cantaram o poder fundador da linguagem, que instaura uma sociedade imaginária, anima as coisas inertes, faz ver o que ainda não existe, traz de volta o que desapareceu”. Émile Benveniste

Estreou a 15 de Novembro de 2012 às 21:00

Espectáculo de poesia e multimédia em cena dias: 15, 16, 21, 22, 23, 28, 29 e 30 de Novembro e 1 e 2 de Dezembro de 2012 às 21:00 no Auditório Camões em Lisboa.

Sinopse: A Ode Marítima é um dos poemas mais marcantes do heterónimo Álvaro de Campos expressa as suas ideias de força e agressividade, tão marcantes no período futurista e sensacionista. Ode Marítima prova máxima do poder da imaginação do homem mas também prova máxima de quão efémero é esse poder. Depois de tudo, depois da exaltação, da fúria, da descoberta e de ser tudo, há o regresso frio do corpo e a saída do sonho para a realidade de todos os dias, a realidade real, o lado de fora do sonho.

Sobre Álvaro de Campos: Álvaro de Campos apresentou-se como o mais moderno entre os “irmãos heterónimos”. Homem voltado para o impulso das emoções, para o presente, para as modernidades que o mundo apresentava, aberto à realidade, algo contrário aos seus dois irmãos, Caeiro e Reis. Álvaro fez o papel do heterónimo mais próximo às tendências do início do modernismo europeu, influenciado principalmente pela geração futurista. A “Ode Marítima” é a mais longa das Odes que Álvaro de Campos escreveu sem uma linguagem cuidadosa e com uso de onomatopeias e sons obscuros e gritantes representados pelo uso repetitivo de algumas letras, sem exaltação aos deuses, e com um pouco de ironia que lhe era peculiar e da maneira mais despojada.

Porquê Fernando Pessoa: O movimento artístico chamado Modernismo, em Portugal, deu seus primeiros passos em 1910, numa época de transição e de instabilidade política com a mudança do regime monárquico para o regime republicano. O movimento, em Portugal, surgiu com uma poesia alucinada, provocadora, irritante, com o intuito maior de desestabilizar a ordem política, social e económica da época e acompanhando as tendências de vanguarda que nasciam pela Europa, a temática artística apresentava-se com veias de inconformismo, de instabilidade, com o desejo de romper com o passado, de aderir a ideias futuristas, dando maior vida e visibilidade ao país. A Europa como um todo vivia um momento de efervescência cultural: a realidade reinterpretada pelos artistas, a crítica aos costumes ultrapassados e a ânsia em aderir e em acompanhar os avanços tecnológicos que rompiam com conceitos já estabilizados, porém atrasados.

Portugal século XXI

Este texto permite encontrar um sentido para a antiga grandeza e a decadência existente no nosso país. Um texto que revisita e cria uma mitologia do passado heroico de Portugal, repleto de símbolos. Um texto que apresenta proximidade com o que propunha o modernismo aquando do seu surgimento: dar maior visibilidade e vida à história e à cultura de Portugal, evitando deixá-la para trás perante o cenário europeu.

Auditório Camões

Endereço: Rua Almirante Barroso, 25 B 1050-129 Lisboa

Acessos:

Metro – Picoas, Saldanha

Autocarros – 20, 22, 26, 30, 32, 33, 40, 53, 205, 206 e 209


”O homem sentiu sempre e os poetas frequentemente cantaram o poder fundador da linguagem, que instaura uma sociedade imaginária, anima as coisas inertes, faz ver o que ainda não existe, traz de volta o que desapareceu” Émile Benveniste
.

Ler um livro é a forma universal de caminhar para outro mundo, outro universo, a magia de poder sentir as personagens e a magia de viver outras histórias sem imposições pré-definidas, as personagens o tempo e o espaço criado à imagem e sentimento de cada um. O que proponho nesta criação é transpor para o teatro o mesmo caminho, uma viajem de palavras e sentimentos, sendo essas, materializadas na mente do espectador através de estímulos expressos por sons, ruídos e vídeo, incitando desse modo, a forma como vemos ouvindo as personagens à nossa maneira, como queremos e como sentimos. O conceito é muito simples, a exposição do público no escuro da sala de teatro em certos momentos, colmatado com pequenos apontamentos de multimédia, permitindo, o espectador viajar num delirante momento de sonho acordado, num magnífico exercício de descoberta do mistério pela linguagem poética, captando e sentindo visualmente as palavras, tal como, um simples leitor sente à medida que lê o seu livro, à sua maneira, como quer e sente.

Preço dos bilhetes

Normal: 10,00 €

Profissionais do Espectáculo: 7,50 €

Maiores de 65 anos: 7,50 €

Jovens até 20 anos: 7,50 €

Reservas/informações: ligue 1820 (24horas) ou 93 823 85 65 (produtor)

Locais de venda: www.ticketline.sapo.pt no local e nos locais habituais de venda.

“Só triunfam os que se atrevem a atrever-seGeorge Clemenceau

ROMEU & JULIETA

A história de duas famílias que há muitos anos herdara dos seus antepassados uma inimizade, a qual trazia consigo grandes tragédias, essa inimizade tinha como sobrenome os, Montechios e os Capuletos, mas o foco principal da história de Shakespeare, eram os seus herdeiros, Romeu Montechio e Julieta Capuleto.

Intemporal, talvez seja o melhor termo para definir algumas histórias que, por mais que sejam contadas sob olhares distintos e variadas versões, se munam sempre de uma verdade incontestável: haverá sempre um público curioso para conhecer uma outra leitura desta imortal história de amor.

Este trabalho desenvolveu-se ao longo dos estudo realizado, essencialmente prático, da adaptação de conceitos das variadas linguagens performativas contemporâneas, métodos, técnicas e fases de desenvolvimento artístico que este curso proporciona ao longo do ano lectivo.  Este exercício com componente espectáculo é uma viagem no tempo, a redescoberta de um texto clássico, a cultura e às ideias que o gerou permitindo desse modo uma contextualização intemporal.

Texto: William Shekespeare
Encenação: João Rosa
Direcção de actores: Catarina Gonçalves
Elenco: António Sofia, Berta Rodrigues, Craig Edgley, Dina Moreira, Inês Morais, Jorge Ruas, Nuno Tomé, Tila Santos, Rita Dias, Rita Mendes, Rita Simões, Sandra Nery e Tânia Alexandre. Aluno convidado: Tiago Lima
Espectáculos dias: 7 e 8 de Julho de 2012

Local: Auditório Camões
Morada: Rua Almirante Barroso 1050-129 Lisboa

Horário: 19:00
Dias: 7 e 8 de Julho de 2012 

PEER GYNT

Exercício Final das Oficinas de Teatro Infanto-Juvenil

Sinopse:

Contar histórias só seria permitido ao homem se este fosse viajante, ou um idoso muito experiente. Peer Gynt apresenta-se como um contador de histórias pouco convencional, destacando-se o mundo da fantasia, do devaneio onde experiência pouco importa. Peer Gynt está mergulhado nas suas próprias mentiras, fruto da sua criação. Este jovem e imperador de si mesmo, respira num ambiente mentalmente desequilibrado, provocando confusões hilariantes e nostálgicas com as suas histórias e viagens, de tal forma, que se perde o sentido da realidade, da fantasia, do sonho e da procura de si mesmo. Uma luta interna e constante na procura, na descoberta do seu próprio “eu”.

Ficha Técnica:

Autor: Henrik Ibsen

Dramaturgia e encenação: João Rosa

Direcção de actores: Catarina Gonçalves

Alunos: Adriana Mateus, Beatriz Carneiro, Beatriz Ferreira, Carolina Azeitona, Carolina Burnay, Catarina Lalanda, Diana Freitas, Matilde Almeida, Maria Dias e Maria Malheiro.

Dia: 23 de Junho às 21:30 | Dia: 24 de Junho 2012 às 16:00


O Crime de Aldeia Velha

De 10 a 25 de Novembro

De 9 a 16 de Dezembro de 2011

Todas as quintas e sextas-feiras às 21:00


No Palácio da Independência

Esta história é baseada num caso real sobre o linchamento de uma mulher supostamente possuída pelo demónio, ocorrido durante os anos 30 em Marco de Canaveses. Publicada em 1959, a obra de Bernardo Santareno coloca questões sobre o papel da religião e o seu impacto na humanidade, e foi interpretada na altura como um desafio ao regime fascista e às posições da Igreja Católica. Bernardo Santareno, nasceu em 1920, em Santarém. Influenciado por Brecht, Lorca e Pirandello, tornou-se um dos dramaturgos de vanguarda em Portugal e foi considerado um dos responsáveis pela revolução no teatro ocorrida pós 25 de Abril.

Sinopse: Joana vive em Aldeia Velha e é a rapariga mais bonita da terra, despertando sentimentos fortes em todos os habitantes da aldeia. Grandes paixões nos rapazes, que disputam o seu amor por vezes com violência e grande inveja nas outras mulheres. Acusam-na de estar possuída pelo demónio e trazer as desgraças para as suas vidas. Nessa mesma altura, chega um novo padre à aldeia, que decide defender Joana das acusações que lhe são feitas e enfrentar as mulheres, incluindo a sua própria mãe.

Sobre este trabalho: Sugiro sempre caminhos controversos e questionáveis, no sentido de captar sempre a atenção do público e fazê-lo acreditar, oferecendo outras perspectivas daquilo que já viu, ouviu e sentiu. Questionar, questionar e voltar a questionar a sua existência, o que o rodeia, como e quem faz girar o mundo em que vivemos. É essa a principal linha de orientação para esta encenação, a aproximação física do público na cena, na acção.

É algo que  é intrínseco na vida humana, a curiosidade. Gosto da ideia de levar o público ao voyerismo, espreitar de forma prevaricadora para algo, escutar para dentro do seio das histórias.  Nesta nova abordagem à peça “O crime de Aldeia Velha”, proponho a anulação do espaço convencional, para a prática em “arena” abolindo a quarta parede, a distância territorial entre o real e acção, as diferentes intensidades da experiência junto dos espectadores perante a multiplicidade das matérias teatrais e o reequilíbrio entre a fruição racional e sensorial tornando assim, mais interessante esta vivencia/experiência, talvez, perturbante ou inquietante.

João Rosa

Histórico do grupo:

Em Setembro de 2007, um grupo de pessoas com mais de 55 anos iniciou com o encenador João Rosa uma aventura nova nas suas vidas: ser actor.  Foi um desafio bem sucedido que os levou a já contarem com outras experiências, cada vez mais exigentes. Constituíram-se como um grupo informal a que chamaram “A VELHA ESCOLA

Ao grupo inicial foram-se juntando outros para quem a experiência do teatro vivenciado do lado do palco se tornou também enriquecedora, capaz de os tornar mais felizes e melhores pessoas e de fomentar a assistência aos espectáculos de cada vez mais  públicos e sobretudo públicos situados na mesma  faixa etária.

Artur Assunção, nasceu há 62 anos em Mangualde. Foi, durante muitos anos, oficial do exército com formação superior em engenharia electrotécnica. Após a reforma e para se manter activo, frequentou cursos de navegação marítima e vela. Para além disso frequentou um curso de teatro, com 3 níveis, para “jovens” da sua idade, na oficina de teatro do João Rosa tendo, até à data, tomado parte em 4 produções teatrais e uma cinematográfica. Faz parte deste projecto, de algum arrojo ou atrevimento, chamado “A Velha Escola”.

Conceição Lopes nasceu em Caldas da Rainha, em 1949. Obteve formação académica em engenharia química e a vida tem-lhe acrescentado formação em outras áreas. Foi professora do ensino secundário por algumas décadas. Hoje, é avó e está aposentada, da profissão mas não da vida. Tem o vício de aprender, de sonhar e de correr atrás de desafios. Ama o movimento e a palavra, escrita e dita – talvez isso explique o seu fascínio pelo teatro. Em 2010, frequentou uma oficina de teatro sénior dirigida pelo encenador João Rosa, tendo participado no trabalho final, ZIBALDONE, apresentado na Sala Estúdio do Teatro da Trindade. Integra o grupo “A Velha Escola” desde Março de 2011.

Delfina Costa, tem 59 anos, nasceu numa aldeia do concelho de Mangualde mas foi aos 5 anos para o concelho de Tomar onde viveu o resto da infância e adolescência. Veio para Lisboa aos 18 anos para trabalhar e continuar a estudar. Fez o Curso Comercial e depois o Curso Complementar de Contabilidade e Administração. Iniciou-se no mundo do trabalho como empregada de escritório. Entrou depois para o Ministério das Finanças e alguns anos mais tarde na Caixa Geral de Depósitos de onde se aposentou. Para combater algum ócio e depressão frequentou as oficinas de Teatro Sénior durante 14 meses. Faz parte do projecto “A Velha Escola”.

Helena Duarte, 65 anos, nascida em Lisboa e funcionária de uma empresa de telecomunicações durante 36 anos, encontra-se actualmente na condição de pré-reformada. Fundadora de uma classe de ginástica feminina, em 1976 na respectiva empresa, integra também o seu grupo coral e grupo de cordofones, onde toca cavaquinho. Fez parte do conjunto de ginástica rítmica, no Sporting Clube de Portugal, durante vários anos. Pratica Tai Chi Chuan e aceitou o desafio do encenador João Rosa para as Oficinas de teatro sénior.

João Pires da Silva, de 62 anos de idade, médico e desde há três anos tem experimentado a emoção que se vive na arte de representar. Actualmente faz parte do grupo de teatro a Velha Escola, ou “ Escola de Velhos”! será que me enganei no nome? E que sob a orientação do seu encenador e director João Rosa, já levou a palco alguns trabalhos, muito interessantes mesmo.

Júlia CatitaChamo-me Júlia Catita, alguém que sempre sonhou, sonhou e sonhou em aprender Teatro a valer (mas mesmo a doer) e então fazer? Um dia acordou… Bateu à porta e alguém respondeu do outro lado: «sou Eu o Teatro!» E aqui estou eu, no Teatro A VELHA ESCOLA, velha e sempre a sonhar, não para recordar, mas para trabalhar.

Lurdes Vinagre, nasceu a 20 de Julho de 1942 em Évora é licenciada em Literaturas Românicas. Exerceu a função de docente durante trinta e três anos. Professora de palavras, de frases, de expressão de língua portuguesa. Aposentada, foi ao encontro de mais palavras, de as dizer com um fingimento sentido, de contar estórias, de exprimir ideias, sentimentos, o teatro, a vida…

Manuela Martins, nasceu em 1942 no Bairro da Graça, em Lisboa. Formou-se em Medicina. Trabalhou dois anos em Macau e depois sempre em Lisboa, primeiro nos HCL e depois no HSM e no Centro de Dermatologia Médico-Cirúrgica. Durante cerca de 15 anos dedicou toda a sua disponibilidade extra profissional à SPEM (IPSS na área da Esclerose Múltipla). Desde há dois anos deixou esta actividade e aposentou-se. Viciada em teatro desde a juventude, resolveu tentar encarnar uma personagem, pela primeira vez, inscrevendo-se numa Oficina de Teatro Sénior. Foi uma experiência que excedeu todas as suas expectativas e a trouxe até à Velha Escola.

Tina Franco, nasceu em Sacavém em 1938. Acabados os estudos foi trabalhar para a papelaria Fernandes onde com mais dois colegas fundou um Grupo de Teatro Amador em que representou “Casa de Pais” de Francisco Ventura, “O dia seguinte” de Luís Francisco Rebelo e “Tio Simplício” de Almeida Garrett. Mais tarde incluída na Sociedade Dramática de Carnide fez parte do elenco da “Forja” de Alves Redol e “Antonio Marinheiro (O Édipo de Alfama)” de Bernardo Santareno. Há um ano, numa fase particularmente difícil da sua vida, uma das filhas presenteou-a com a inscrição numa oficina de Teatro Sénior. Isto permitiu-lhe voltar. Passados muitos anos, a uma das coisas que mais gostou de fazer na vida: o teatro. O convite para o novo trabalho da Velha Escola, muito a honrou e permitiu-lhe continuar nesta actividade.

Ficha Técnica:

Coordenação e encenação: João Rosa

Texto: Bernardo Santareno

Imagem Cartaz: Ricardo Campos

Coro: Coro Audite Nova Lisboa

Maestrina: Clara Correia

Elenco: Artur Assunção, Conceição Lopes, Delfina Costa, Helena Duarte, João Pires Silva, Júlia Catita, Lurdes Vinagre, Manuela Martins, e Tina Franco.

Co-Produção: A Velha Escola e João Rosa

Assessoria de Imprensa: Rosaria Casquinha

Caracterização: Tucha

Fotografia: Carlos Muralhas

Reserva/Informações: ligue 1820 (24 horas)

Locais de venda: http://www.ticketline.sapo.pt | Agências Abreu, Casino Lisboa, C.c. Dolce Vita, C.c. MMM, C.c. Mundicenter, , El Corte Inglês, Fnac, Galeria Comercial Campo Pequeno, Worten.

Tel: 93 823 85 65

PEER GYNT

Apresentação do exercício final do curso de formação de actores:

Sinopse:

Contar histórias só seria permitido ao homem se este fosse viajante, ou um idoso muito experiente. Peer Gynt apresenta-se como um contador de histórias pouco convencional, destacando-se o mundo da fantasia, do devaneio onde a experiência pouco importa. A acção desta proposta é passada numa enfermaria psiquiátrica convencional com doentes psicóticos estáveis. Peer Gynt está mergulhado nas suas próprias mentiras, fruto da sua criação. Este jovem e imperador de si mesmo, respira num ambiente mentalmente desequilibrado, provocando confusões hilariantes e nostálgicas com as suas histórias e viagens, de tal forma, que se perde o sentido da realidade, da fantasia, do sonho e da procura de si mesmo. Uma luta interna e constante na procura, na descoberta do seu próprio “eu”.

Nesta proposta de Peer Gynt, os alunos do curso de formação de actores das oficinas de teatro apresentam uma reciclagem de ideias, conceitos pouco explorados, que permitem o afastamento do realismo. Uma criação de propostas teatrais ao nível corporal e espacial, o teatro físico, a biomecânica do actor e movimento contemporâneo.

Local: Clube Estefânia (escola de Mulheres)

Morada: Rua Alexandre Braga, nº 24 A (entre o Lg. da Estefânia e o Hospital da Estefânia)

Horário: 10 de Julho às 19:00 (inicio do espectáculo)

Autor: Henrik Ibsen

Dramaturgia e encenação: João Rosa

Direcção de actores: Catarina Gonçalves

Alunos: André Santos; Andreia Pena; Carla Matias Oliveira; Elena Burciu; Eleandro Monteiro; Ivo Patronilho: Joana Martins; Joana Mota; Mafalda Izidro; Margarida Ferreira; Orlando Costa; Pedro Domingos; Ricardo Campos; Rita Moreno; Rita Pimentel; Rita Viegas e Rute Nogueira.


Sinopse:

Esta é uma peça aparentemente sobre adultos, mas, no final de contas é uma história contada por adultos que são crianças. Olhos inocentes de um grupo de crianças abandonadas, que foram vítimas de maus tratos, da pobreza e da droga. Uma reflexão à nossa sociedade, uma sociedade com medo, desequilibrada, que age empurrada por impulsos, com indiferença, com violência, crueldade, surdez e cegueira. Esta é a história da Mané, da Cati, do Rico, do Tico, da Quiba, da Truca, da Becas, da Micas, da Lili, da Maria, da Milocas, querem contar sobre as suas esperanças, da necessidade de alcançar o céu, o seu céu. De levá-los numa viagem estranha, mirabolante, frenética e triste, só para questionar o porquê! O que fizeram para merecer tal castigo e a pressão de saberem o que sabem, de verem coisas, coisas que não querem ver.

Texto e encenação: João Rosa
Direcção de actores: Catarina Gonçalves

Alunos da Oficinas de Teatro: Ana Neves, Cátia Esteves, Carolina Rodrigues, Cristina Oliveira, Inês de Bragança, Lara Maximiano, Marta Claro, Sofia Pinho, Sónia Rodrigues e Virgilio Ramos.

Preço do bilhete: € 5,00 | Espectáculo só com reserva, bilhetes ainda disponíveis para o e-mail: producoesteatrais@iol.pt | Tel. 93 823 85 65
Horário: 19:00 (inicio do espectáculo)
Local: Auditório Camões
Morada: Rua Almirante Barroso 1050-129 Lisboa

Apresentação do 2º exercício público dos alunos de Formação de actores das Oficinas de Teatro (Casa do Artista) no Teatro Romano dia 14 de Maio de 2011

Em Dezembro 2010

Apresentação do trabalho final das Oficinas de Teatro:

Zibaldone

Trabalho final teatro sénior

Sinopse:
Duas enfermeiras analisam um grupo de doentes sobre o seu estado mental. Estarão loucos ou não? As fobias em viver em sociedade, os traumas impostos pela impotência, incompreensão social, a inadaptação à chamada “vida normal”, o viver solitário excluído no mundo e ou o peso dos fardos familiares. São sentimentos que assolam, devastam, arrasam o dia-a-dia deste grupo de inadaptados e descompensados que a força do sistema quer colocar na rua. Serão loucos ou não? De que lado está a inteligência? Serei louco? Sois todos loucos? Ou só ficamos loucos quando o vento sopra nas antenas… Ser ou não ser eis a questão!


Autores (por ordem aleatória): Florbela Espanca, William Shakespeare, Herberto Helder, Maria Teresa Horta, Mário Quintana, José Gomes Ferreira, Ary dos Santos, Nicolau Tolentino, Albano Martins, Antero de Quental, José Régio e Alexandre O’Neill.

ESGOTADO

Coordenação, adaptação e encenação: João Rosa

Elenco/alunos: Antonina Ribeiro, Alda Baleiras, Aurora Durães, Conceição Lopes, Julia Catita, Lurdes Vinagre, Margarida dos Santos, Mimi Nunes, Mazilda Gonçalves, Nelly Pan, Serafim Falcão e Tina Franco.

Dias 16 e 17 de Dezembro no Teatro da Trindade (sala estúdio)
Horário: 19:45
Preço: € 5,00.

Espectáculo disponível só com reserva: E-mail: producoesteatrais@iol.pt |
Tel. 93 823 85 65

FRAGMENTOS DE LIBERDADE

Trabalho final oficina de teatro em horário pós-laboral

Sinopse:
O protagonista da história é o príncipe Segismundo, que, desde o nascimento foi condenado a um terrível destino, encarcerado pelo rei, o seu pai, numa torre. Ali viveu até à juventude, conhecendo apenas um ser humano, o seu carcereiro. Não sabe quem é e porque não tem liberdade. Sabe que sofre e que é infeliz. Como ser humano sente-se diminuído perante as outras criaturas da natureza. O seu sentimento expressa a angústia de não entender o sentido da sua existência e o porquê de se estar no mundo, se a existência, deste estar, se expressa com uma lógica rigorosa. Segismundo anseia por liberdade.

Esta performance teatral está fortemente carregada pelo sentido dramático do homem seiscentista, que descobre não ser o centro do universo e que toma consciência de que tudo é efémero e vão, o tempo é fugaz, as coisas são mutáveis e nada perdura.

ESGOTADO

Coordenação, adaptação e encenação: João Rosa

Elenco/alunos: Constança Carvalho, Luisa Augusto, João Batista, Licínia Pinheiro, Maria João, Maria de Lourdes, Manuela Pinheiro, Manuel Dias, Mafalda Izidro e Sara Almeida.

Dias 18 e 19 de Dezembro no Teatro da Trindade (sala estúdio)
Horário: 19:45

Preço: € 5,00.

Espectáculo disponível só com reserva: E-mail: producoesteatrais@iol.pt

26 de Junho 2010

Sinopse:
Todas elas anónimas, encontram-se à hora marcada.  Antes deste instante não se conheciam, viviam no secretismo no seu vício privado, prazer fugaz ou refúgio que lhes adormecesse os sentidos. Seis mulheres com diferentes percursos de vida encontram-se para tentar falar pela primeira vez e ultrapassar os gestos repetitivos com que aos poucos têm destruído as suas vidas e a daqueles que as rodeiam. Procurando a causa da dependência para encontrar o caminho para a cura cada uma delas se expõe por inteiro relatando, entre a compulsão e a culpa, o que as levou até aquele instante. Na mesma sala se juntam assim seis vícios, seis vidas, por entre o álcool, a droga, o sexo, os fármacos, a cleptomania e a solidão, fala-se do impulso irracional, da vontade de romper com a repetição e do que a motivou.
Através da sua voz conseguimos entrever o instante do primeiro furto, da disfunção familiar, da agressão psicológica, da violência do abandono e da busca da auto-estima.
Cada uma destas histórias vem assim, em tom intimista, mostrar-nos a fragilidade do ser humano e a necessidade do outro.

Elenco: Ana Brilha, Filipa Marques, Patricia Caeiro, Rute Moura, Teresa Macedo e Vera Venancio.

Direcção e Encenação: João Rosa
Preço do bilhete: € 5,00

Para reservas/informações:
Tel: 93 823 85 65 | E-mail: producoesteatrais2@gmail.com

“A virtude é quando se tem a dor seguida do prazer; o vício, é quando se tem o prazer seguido da dor”

Margaret Mead

Abril 2010

Um sonho que grita por Liberdade

Esta grande equipa teve a coragem de abraçar este projecto!

“O teatro é poesia que irrompe do livro e se faz humana. E assim acontecendo, fala e grita, chora e se desespera. O teatro precisa de personagens que se apresentem em cena vestidos de poesia e ao mesmo tempo que exibam seus ossos, o seu sangue.”
Garcia Lorca

Tenham a coragem de entrar na Casa de Bernarda Alba!

Já estreou a Peça “A Casa de Bernarda Alba”, numa encenação de João Rosa e com um elenco fantástico – Ângela Pinto, Paula Guedes, Manuela Cassola, Delfina Cruz, Catarina Gonçalves, Margarida Cardeal, Ana Moreira, Raquel Dias, Maria Zamora, e Delfina Costa.

No âmbito das comemorações do 25 de Abril festeja-se mais um ano de liberdade. 36 Anos após várias décadas de ditadura, censura e repressão seria interessante encenar esta peça. “A Casa de Bernarda Alba” de Federico Garcia Lorca, também ele vitima do sistema (fuzilado brutalmente em 1936 por uma milícia nacionalista conservadora), será neste espectáculo em particular, encenada em arena, suprimindo qualquer recurso à cenografia, gerando uma grande proximidade entre público e personagens. Para além da particularidade acima descrita, que por si só recriará uma envolvência acrescida, pretendo personificar O GRITO DA LIBERDADE, através da morte. Para tal e para vincar este apogeu libertador, haverá um corpo artístico adicional:o Coro Audite Nova de Lisboa que demarcará a principal diferença do epílogo da peça.

Sinopse:
A Casa de Bernarda Alba aborda uma personagem forte e fanática, que impõe uma disciplina muito rígida a todas as mulheres da casa. Depois da morte de seu segundo marido, Bernarda Alba obriga suas filhas a viver numa rigorosa reclusão, por um período de oito anos de luto. Neste ambiente, duas personagens, Adela e Maria Josefa, se destacam pela rebeldia, pois não aceitam o domínio de Bernarda. Representam duas gerações distintas, a avó e a neta, que movidas pela necessidade de se libertar tentam romper com as normas estabelecidas para alcançar a felicidade, que está além dos muros da casa. O presente trabalho tem por objectivo analisar essas personagens a fim de verificar como elas reagem diante da repressão imposta por Bernarda.

A lotação da sala é limitada aproveitem e comprem já os vossosBilhetes à venda no Palácio da Independência,  www.ticketline.sapo.pt, Fnac, Agência Abreu, Worten, Centro Comercial Dolce Vita, Megarede ou no El Corte Inglês. Informações: 96 670 69 61 Preço do ingresso: € 17,50

O espectáculo está em cena no Salão Nobre do Palácio da Independência, Largo São Domingos, 11, Lisboa (ao lado do Teatro D. Maria II) dias: 8, 9, 15, 16, 21, 22 e 30 de Abril. Horário: 19:45

Não percam este Sonho que Grita por LIBERDADE!!!! E apoie este projecto independente, divulgando-o pelos seus contactos!

“O Café”

Dia 23 de Março 2010 no Teatro de Carnide, no âmbito das comemorações do dia Mundial do Teatro.

Dia 16 de Janeiro em Tires Sociedade 1º de Maio pelas 21:30

O CAFÉ de Carlo Goldoni

Sinopse:
Ponto de observação social, espaço para comércios, tudo começa no café que se vende. É um negócio a funcionar como um observatório, ponto de concentração a cada momento das “intrigas” e informações em circulação e desenvolvimento. É o reflexo de um estádio de desenvolvimento embrionário que confronta modernos valores oficinais e éticos, e os vícios boémios do mundo herdado. Jogo e mulheres, vida improdutiva com manias aristocratas e ainda “candidatos”…



Epítome:

Este trabalho nasce do interesse de adaptar um texto setecentista numa estória igual a tantas outras dos tempos actuais. O nosso “O Café” simboliza ou pretendemos que simbolize o mundo actual, encontros e desencontros. Uma critica social com humor, despertando no público a esperança, perdão e honestidade. O bem e mal estão muito bem delineados por dois personagens, um que pretende e é honesto ajudando o próximo e o outro criando artimanhas e contra-informação ou não fosse um candidato…

Ficha Técnica:

Elenco:
Artur Assunção | Delfina Costa | Helena Duarte | João Pires Silva | Lurdes Vinagre | Manuela Meireles | Manuel Maduro

Dramaturgia:Lurdes Vinagre e João Rosa| Encenação:João Rosa | Assistência e direcção de cena: Catarina Gonçalves | Iluminação: Bruno Duarte | Cenografia: Azulino Marques | Fotografia: João Torres | Apoio cénico/Logístico: Pedro Santana

Em cena dias:
De quarta a sábado, 3, 4, 5, 9, 10, 11, 16, 17, 18 e 19 Dezembro 2009 pelas 22:00 no Teatrocinearte A BARRACA

Para reservas: producoesteatrais2@gmail.com ou tel. nº 93 823 85 65

——————————————————————————————————-

Programa Performativo João Rosa Oficinas de Teatro

para a Inauguração da Livraria Ler Devagar Abril 09

Morada:LX Factory Rua Rodrigues Faria, 103 Alcântara Lisboa |Transportes:Autocarro 12; 24; 52; 56; 60; 713; 714; 720; 727; 732; 738; 742; 751; 773 | Eléctrico 15E, 18E Stop: Calvário | COMBOIO Linha Cascais Stop: Alcântara Mar

Dia 24

14:00

Grupo “A Velha Escola” e João Rosa Apresentam 2 performances instalação

“O Velhinha” A história dum sem abrigo de Autoria de Manuel Maduro

Sinopse: Trata-se de um indivíduo que por força das circunstâncias caiu na rua, transformando-se num sem abrigo e devido à indiferença e ao isolamento, decidiu confiar apenas na lua no sol e no padre cruz, e assim luta pela sobrevivência noite após noite.

Interpretação: Manuel Maduro

“A varanda de Frangipani” Adaptação teatral de Lurdes Vinagre e Manuela Meireles do livro de Mia Coto (trabalho criado nas Oficinas de Teatro enquanto alunas)

Interpretação: Lurdes Vinagre e Manuela Meireles.

Excerto:

– É uma coisa que nunca encontrei ocasião de dizer. É que nós, brancos, parece temos as pilas pequenas.

– Também ouvi dizer assim. Mostra lá sua, Xidimingo.

– Está maluco? Não posso mostrar… Você se quer, espreita.

– É verdade.

– É verdade, como?

– É quase um bocadinho pequena.

Performance realizada na Feira do Livro

16:00

Grupo “A Velha Escola” e João Rosa apresentam 1 performance instalação

Excerto “Erôstrato de Pedro Barbosa (trabalho criado nas Oficinas de Teatro enquanto aluna)

Sinopse: Homem nascido com defeitos físicos e que, por circunstâncias da vida, foi obrigado a aproveitar-se desses mesmos defeitos para ganhar a vida, fazendo rir os outros. (PALHAÇO) Mas há dias e dias. Nuns apetece fazer rir e noutros falar de coisas sérias. Entra em cena ridiculamente vestido. Vai assobiando e olhando em seu redor. Faz algumas graças e desloca-se com dificuldade pois tem uns grandes sapatos calcados para trás. Nas costas carrega uma grande corcunda. Tem nariz grande, óculos e grandes lábios. Transporta consigo alguns apetrechos.

Interpretação: Delfina Costa

Performance realizada na Feira do Livro

18:00

Grupo “A Velha Escola” e João Rosa Apresentam 1 performance

Excerto do texto “O Príncipe de Spandau” de Helder Costa (trabalho criado nas Oficinas de Teatro enquanto aluno)

Sinopse: A divulgação e a denúncia destes crimes através da arte é uma maneira de fazer chegar às pessoas esta ignomínia, que continua a envergonhar a humanidade, assim como a cegueira e a má fé de todos quantos continuam a usar estes instrumentos de tortura e de grande sofrimento. Não podemos ficar indiferentes perante situações tão graves como estas, por isso a sua denúncia e condenação.

Interpretação: João Pires Silva

Performance realizada na livraria (máquina)

20:00

João Rosa (Oficinas de Teatro) apresenta 1 Performance

“A Liberdade” Textos de Bertold Brecht, in Canções e Baladas e ainda Ricardo Reis, in “Odes”

Sinopse: Uma criação artística sobre o tema 25 de Abril. Amigos, gostaria que soubésseis a Verdade e a dissésseis! Não como cansados Césares fugitivos: Amanhã vem farinha! Mas como Lenine: Amanhã à noitinha Estamos perdidos, se não…

Interpretação: (corpo feminino) Joana Nunes, Sónia Lança, Maria Inês, Maria João Neves, Sofia Tavares, Liliana Leite e Sandra Silva. (corpo masculino) André Pita, Pedro Ferreira, Roger Madureira, Bruno Manuel e Ricardo França.

Performance realizada na livraria (máquina)


Dia 25

17:00

Alunos das Oficinas de teatro apresentam 1 performance Instalação

“Bramidos” uma colagem de vários autores (1º exercício teatral)

Interpretação: Rita Garcia, Cátia Farrópas, Lourenço Charters, Carla Martins, Pedro Santana, Ricardo Lemos, Nuno Louzeiro

Performance realizada na livraria (máquina)

19:00

João Rosa (Oficinas de Teatro) Apresenta 1 performance criação de André Pita

“O Teatro” de Emma Santos

Sinopse: Um corpo acorda e revê-se a si próprio em mais um dia que lhe passa diante dos olhos como um flash de uma máquina fotográfica aquando da tirada de uma fotografia. O corpo como tema central da sua existência, o corpo que se deforma que envelhece. O corpo como característica e expressão da dualidade existente entre mundo interior e mundo exterior. Um corpo que nos fala do controlo de tudo o que o rodeia numa tentativa de organização da realidade e à mercê dessa mesma tentativa. Um corpo que releva os processos mentais quotidianos numa velocidade cognitiva.

Interpretação: André Pita

Performance realizada na livraria (máquina)

22:00

Aluno das Oficinas de teatro apresentam 1 performance Instalação

Excerto do texto “O Príncipe de Spandau” de Helder Costa (1º exercício teatral)

Sinopse:
Um prisioneiro nazi, louco, a roçar a esquizofrenia, imagina-se num castelo e ao mesmo tempo num campo de batalha, onde as suas Valquírias descem para ressuscitar os seus mortos para continuar a sua luta contra os judeus e todas as raças que não fossem consideradas puras.”Na época de Wagner, os judeus eram odiados na Alemanha. Ter idéias anti-semitas era considerado normal. Tão normal que o nazismo de Hitler nasceria anos depois.”

Interpretação: Rui Ruivo.
Colaboração: André Pita, Pedro Ferreira, Roger Madureira, Bruno Manuel e Ricardo França, Liliana Leite e Sandra Silva.

Performance realizada na livraria (máquina)

Encenação e Coordenação:

João Rosa

Coreografia:

Joana Santos / Yann Gibert

Musica:

Carlos Alves

Produção:

Mariana Martins

Fotografia:
Patrícia Cruz

Maquilhagem:
Rita Pereira

————————————-“——————————————————–

Dissonâncias Instaladas

Teatro Instalação performance

Sinopse:

Todos fazemos parte de uma experiência. A vossa será perseguir as Dissonâncias da vida que propomos. As personagens e a acção das Dissonâncias situam-se em vários ambientes desconfortáveis de algo que conscientemente perpetuamos. Fragmentos de cenas incompletas, completamente nutridas de sentido e sem qualquer tipo de interligação. São fragmentos dispersos que nos colocam perante as Dissonâncias da nossa sociedade, ou aquilo que fazemos dela.

Epítome:

Tudo grita e chora à nossa volta, somos todos náufragos numa jangada à espera do naufrágio. Luz e silêncio, desespero e fuga interior, emoções na luta do dia-a-dia, a impaciência da espera, do outro dia, das resoluções, da luta para viver.

Amanhã é dia oito e a merda do passe, o infantário, o telefone, a água, a prestação do carro , a gasolina , a inspecção, os seguros… E só me apetece fugir …deixar tudo para trás. Não importa para onde desde que deixe esta vida estúpida e banal esta vida medíocre que faz de mim um deplorável pateta. E compreender que as coisas passam, sucedem-se… onde estava o bosque é hoje o deserto, o pôr-do-sol, a rua, um passeio, um amante, não significam nada. Puta, barata, oferecida, vendida, meretriz delambida, rameira afectada, tartaruga de bordel, mas, sobretudo, puta.

O que é que estás a dizer?! Há vozes que ensurdecem. Rebentem os astros em cem mil pedaços. Calem-lhe a boca com o seu próprio lodo. Quero dar-lhe três tiros nos olhos, dois entre as pernas, cravejá-lo, cortar-lhe a linga, cinzelar-lhe o rosto…O senhor sabe bem que um povo com ideias é um povo perigoso. Temos de os convencer que o seu pensamento continua em inteira liberdade e independência. É a melhor forma de os controlarmos, ah, ah!…

Elenco:

Artur Assunção

Delfina Costa

João Pires Silva

Helena Duarte

Lurdes Vinagre

Manuela Meireles

Manuel Maduro

Encenação:

João Rosa

Bilheteira:€5,00.

Morada:LX Factory Rua Rodrigues Faria, 103 Alcântara Lisboa |Transportes:Autocarro 12; 24; 52; 56; 60; 713; 714; 720; 727; 732; 738; 742; 751; 773 | Eléctrico 15E, 18E Stop: Calvário | COMBOIO Linha Cascais Stop: Alcântara Mar

A capacidade do espaço é de 70 pessoas. Entrada só com reserva, contacto 93 823 85 65 ou producoesteatrais2@gmail.com

Espectáculo único no26 de Fevereiroàs 21:00 na CANTINA LX no espaço Lx Factory em Alcântara – Lisboa , aNão Perder!

Vídeo:

dissonancias-imagem-copy

LX Factory

Antiga unidade industrial de Alcântara transformada em ilha criativa. Uma antiga unidade industrial de Alcântara está a ser «ocupada» por empresas e profissionais de áreas criativas, criando naqueles 23 mil metros quadrados a «LX Factory», uma ilha onde impera a criatividade. Neste momento funcionam na LX Factory cerca de 30 empresas, entre agências de publicidade, uma revista de moda, ateliers de design e arquitectura, uma empresa que trabalha com jogos de computador, outra que comercializa material para montagem de exposições, músicos e um fotógrafo. Em breve, muda-se para um dos pisos do edifício principal, «um dos primeiros exemplos da arquitectura do ferro em Portugal», uma escola de dança.
Lusa / SOL

%d bloggers like this: