JOÃO ROSA
Breve biografia Profissional:
João Rosa, actor e encenador. Participou em várias série e novelas como actor em particular destaque na série “SOS CRIANÇAS” (TVI). Criou e encenou os espectáculos; “Desassossego” comédia sexual, “E Sexo?! Não se fala de Sexo? …” baseado no livro de Isabel Stilwell (Guia para ficar a saber ainda menos sobre as mulheres), “As Férias” teatro mudo (performance teatral de rua), Antes de Começar” de Almada Negreiros infanto-juvenil.
Trabalhos de Cariz experimental como docente:
“A Enfermaria” uma ideia do filme “Voando sobre um ninho de cucos” trabalho realizado a partir da 2ª Edição das Oficinas de Teatro, “Dissonâncias Instaladas” de vários autores como; Helder Costa, Rodrigo Corte entre outros trabalho final do 3º módulo das Oficinas de Teatro para seniores, “A Casa de Bernarda Alba” de Federico Garcia Lorca trabalho experimental do 2º módulo das Oficinas de Teatro sénior, “Degraus” baseado nas vivências dos participantes das oficinas de Teatro sénior módulo I. “Nem por Isso” trabalho final da oficina de teatro em horário pós-laboral.
Trabalhos de criação: “Zé das Couves” comédia musical, “Chapelinho Rosa Shock” infantil musical baseado na história do Capuchinho Vermelho, “Brain Storm” baseado nos textos de William Shaskespeare, Oscar Wilde, Eurípedes e Brecht.
Dirigiu a componente artística do Fórum Cultural de Alverca nos anos de 2001 a 2005 onde realizou somente peças de cariz experimental. Programou e produziu mais de 60 espectáculos em sala e ao ar livre entre música, dança e teatro. Colabora regularmente com o Teatro Nacional São Carlos, onde já participou na Opera “SALOMÉ” “Siegfried”conjunto da tetralogia de Wagner temporada 2008/2009, “DIE WALKURE” de Richard Waguer e “MARIA DE BUENOS AIRES” opereta de Astor Piazzolla temporada 2006/07.
Nos seus estudos fez uma abordagem à teoria da cultura, estudos comunicacionais e perspectivas diversas da significação contemporânea, dirigido por Luís Carmelo (prof. universitário, autor e romancista). Fez um estudo de colocação de técnicas verticais, postura e alinhamento numa perspectiva de mobilidade no [CEM]. Participou em vários workshops de interpretação/teatro. Participou em seminários organizados pelo I.F.I.C.T. em colaboração com o instituto Internacional de Teatro Mediterrâneo. “Aristófanes no seu contexto histórico” com a Dra. Hélia Correia (faculdade de letras de Lisboa). “Teatro e Educação Democrática” sob a orientação do Prof. José Monleón. Aulas teóricas e práticas cénicas sob a orientação do Prof. José Monleón e Adolfo Gutkin. Iniciou a sua formação de corpo e voz com Edward Fão no já extinto Teatro de Bolso no antigo Teatro da Graça, e oficinas de interpretação teatral com João Ricardo no Teatro da Trindade. Frequentou no “CECOA” entidade homologada pelo instituto de emprego e formação profissional a formação pedagógica de formadores com os seguintes objectivos; Conceber e preparar uma intervenção pedagógica.
Actualmente incrementa as Oficinas de Teatro com o intuito de fomentar o interesse pelas artes de palco e performativas tanto na óptica do executante como no espectador e paralelamente a esse trabalho desenvolve pesquisas/procura de novas estéticas cénicas/teatrais.
Encenações teatrais de cariz profissional
2006/07

Titulo - “Antes de Começar”
Autor - Almada Negreiros (reposição)
Encenação - João Rosa
Interpretação - Catarina Gonçalves e João Rosa
Sinopse:
Duas bonecas, despertam para a realidade de que ambos podem falar, mexer, recordar, pensar e… sentir. Já não são apenas dois objectos por detrás de um pano que se levanta para encher o universo de um grupo de crianças, mas sim dois seres que sofrem com a sua própria realidade. São dois corações de trapo (ou não), capazes de serem fortes, tímidos, sonhadores, melancólicos, nostálgicos… e acima de tudo, capazes de decifrar o que demais básico e importante existe na vida: Todo um infinito que o coração pode conter. É uma estória, que mostra que o sentimento pode atingir uma amplitude muito maior, para além do limite humano. E será que o homem é capaz de ir também a esse limite, ou será a sua cabeça maior que o coração?
“A cabeça não deve saber o que o coração quiser”
2006

Titulo - “DESASSOSSEGO” Comédia Sexual
Autor – João Rosa e Catarina Gonçalves
Encenação - João Rosa
Interpretação – Catarina Gonçalves, Daniela Faria e João Rosa

Actriz convidada 2ª fase da digressão – Sara Aleixo

Sinopse:
Três personagens dão vida a uma série de acontecimentos e peripécias confusas, criando-se um relato teatral sexual que usa uma linguagem gritante… Um enredo divertido abordando as relações amorosas através de conflitos de orientação sexual e até existenciais! Um triângulo amoroso interessante dentro de um apartamento… Duas mulheres e um homem… A Teresa que ama e odeia ao mesmo tempo o homem… Coisas, do passado! … A outra, a Célia já teve um relacionamento com o mesmo, mas não sentiu nem sente nada por ele… No entanto ela não sabe o que sente pela Teresa! … O Manel, que é o passado de ambas, esse é… Um pouco egoísta, demasiado distraído, em suma não se interessa pelos pormenores de uma relação.
Espectáculo em cena 3 meses no Auditório Instituto Português da Juventude Parque Expo.
Digressão;
29 de Agosto Corvos à Nogueira (Viseu)
8 e 9 de Setembro Orfeão de Leiria (Leiria)
22 de Setembro EPAC Espaço Público de Actividades Culturais (Azambuja)
30 de Setembro Teatro-Cine da Covilhã (Covilhã)
7 de Outubro Centro Cultural de Lagos (Lagos)
20 de Outubro Cine-Teatro de Benavente (Benavente)
3 de Nov. Auditório do Instituto Politécnico de Beja (Beja)
4 de Nov. Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre (Portalegre)
12 de Novembro no luísa Todi (Setubal)
18 de Novembro Cine-Teatro São João (Entroncamento)
24 de Novembro Ateneu Artístico Vilafranquense (Vila Franca de Xira)
28 de Novembro Cine-Teatro de São Pedro (Abrantes).
2005

Titulo - “E SEXO? … NÃO SE FALA DE SEXO!?” Comédia Sexual
Autor – Isabel Stilwell
Encenação - João Rosa
Interpretação – Catarina Gonçalves, Sara Aleixo e Sara Porta Nova
Sinopse:
Três mulheres falam basicamente mas não propriamente para um público masculino, tentando explicar e desmistificar a ciência (ou talvez não) de como funcionam realmente as mulheres. Três cadeiras, três mulheres e um palco nu são o suficiente para dar vida a esta performance sedutora, onde as palavras e a expressão são elementos fundamentais para ilustrar algumas histórias do quotidiano feminino e até mesmo do masculino.
Titulo - “As Férias” teatro mudo

Um espectáculo de João Rosa
Autor – João Rosa
Encenação - João Rosa
Interpretação – João Rosa e Fátima Luzes
Sinopse:
As aventuras e desventuras, o desenrolar de peripécias peculiares de um casal tipicamente “ribatejano”, onde o bom gosto e o bom senso tem lugar num tempo longínquo! A história é muito simples: Um casal vai de férias. Chega o verão, o calor e a vontade de ir à praia é uma necessidade constante. Até porque depois de um ano intenso de trabalho é necessário descansar, relaxar para retomar energias. E este fantástico casal consegue transportar consigo a “casa” tentando de alguma forma por em prática mas sem grandes resultados o exercício de várias actividades veraneantes. O facto de serem desajeitados, broncos e de alguma forma desastrada e deselegante ou mesmo rudes e até mesmo burlesco, as atitudes destas duas personagens são no mínimo hilariantes, tornado o ambiente desconcertante. São 60 minutos de comédia onde a palavra não existe, dando lugar ao corpo expressando momentos cómicos ilustrado com efeitos sonoros.
Trabalhos de criação não profissional
2009
Titulo – Performances Teatrais Inauguração da Livraria Ler Devagar

Autores – Helder Costa, Edgar Allan Poe, Bertold Brecht e Emma Santos
Encenação e Coordenação:
João Rosa
Coreografia: Joana Sousa | Musica: Carlos Alves | Produção: Mariana Martins | Fotografia: Patrícia Cruz | Maquilhagem: Rita Pereira
2006
Titulo – “O ZÉ DAS COUVES” Comédia músical

Autor - João Rosa
Encenação – João Rosa
Interpretação – João Rosa
Musica – Hand Made
Sinopse:
Uma comédia musical, um formato diferente e divertido de fazer teatro. No sentido mais burlesco. Um personagem “Zé das Couves” personificando o Zé povinho. Esta nova aventura teatral conta com várias histórias soltas sem um sentido concreto que no final se cruzam. Uma critica com algum propósito sociocultural e também com alguma politiquice demagoga. Um espectáculo de puro entretenimento que conta com música de um grupo de pop rock, que vive e sente as constantes interrupções e passividade de uma sociedade desinteressada.
“CHAPELINHO ROSA CHOCK” Musical infantil

Autor:
João Rosa e Kamarise
Actores:
Mónica Garcia
Paulo Valentim
Ricardo Pascoalinho
João Rosa
Sinopse:
Todos se lembram do capuchinho que vai levar o lanche à avó , e que no caminho encontra o lobo mau que se prepara para fazer das suas!!!
Esta é a base da nossa história com a diferença que temos um capuchinho cor de rosa, moderno que faz compras no centro comercial e que faz amizade com um lobo malandreco! Ao se aperceber que este fez mal à sua avó a capuchinho rosa chok é salva mesmo a tempo por um herói do cinema bem nosso conhecido! No fim e como se espera, todos ficam amigos e os meninos (público) convidados a participar nesta aventura.
Sim, nada é como dantes e a tradição já não é o que era, mas a moral da história mantêm-se, e essa fazemos questão de contá-la!As mentalidades mudaram, e com elas a educação, o estilo de vida dos paizinhos e mamãs que por muito que queiram não lhes sobra grande tempo para as histórias infantis, quem quer saber dos contos antigos? Agora o que conta são os computadores as playstations e outras modernices chinesinhas! Pensámos e tivemos que adaptar o nosso querido capuchinho à realidade actual, para que a maioria das crianças queiram saber de nós! A realidade pede-se o mais cor de rosa possível, para juntar aos bons sentimentos que queremos que prevaleçam em todos os meninos! Esquecemos o mau da história e criámos heróis como todos nós, onde o arrependimento e as desculpas são possíveis e os conflitos resolvidos a cantar!
Que bom seria que no dia a dia tudo fosse tão simples…..
“BRAIN STORM”

Texto: Vários autores (…) Wiliam Shaskespeare, Oscar Wilde, Euripídes e Brecht.
Dramaturgia: João Fernandes
Actores: João Fernandes e João Rosa
Encenação: João Fernandes e João Rosa
Cenografia: João Rosa
Direcção geral: João Rosa
Sinopse:
Esta peça é um quadro surrealista que junta vários textos de autores como Wiliam Shaskespeare, Oscar Wilde, Euripídes e Brecht. É um drama em sete idades:
Passado num tempo sem tempo e num espaço sem espaço, em que cada um faz suas entradas e cada um faz suas saídas… «E no decorrer das nossas vidas desempenhamos vários papéis.» Um espectáculo que nos leva, através da encenação, da música, da dramaturgia, das luzes, da cenografia, do vídeo e dos actores a viajar num mundo paralelo! …
ENCENAÇÕES TEATRAIS DE CARIZ EXPERIMENTAL/PESQUISA COMO DOCENTE
2009
Titulo – A Enfermaria

Um original: Ken Kesey | Baseado no filme de Milos Forman “Voando sobre um ninho de Cucos”
Adaptação e encenação: João Rosa
Coreografia e arranjos musicais: Yann Gibert
Musica: Emir Kusturica, Bjork, Colleen
Elenco: Carla Hortênsio, Cátia Diogo, Rita Garcia, Ricardo Lemos, Lourenço Charters, Rui Ruivo, Pedro Santana, Nuno Louzeiro.
Sinopse:
McMurphy é um malandro que após ser preso, se finge de louco para ir para um hospital psiquiátrico. Na enfermaria do hospital começa a influenciar os outros internos, e começa a sofrer oposição da cruel enfermeira Ratched. É a denúncia dos limites da psiquiatria convencional no tratamento das “doenças” do seu foro, que mais não são do que revoltas contra uma sociedade em que se perdeu o sentido do humano e o valor da liberdade.
Titulo – Dissonâncias Instaladas
Elenco:
Artur Assunção, Delfina Costa, João Pires Silva, Helena Duarte, Lurdes Vinagre, Manuela Meireles, Manuel Maduro
Encenação:
João Rosa
Sinopse:
Todos fazemos parte de uma experiência. A vossa será perseguir as Dissonâncias da vida que propomos. As personagens e a acção das Dissonâncias situam-se em vários ambientes desconfortáveis de algo que conscientemente perpetuamos. Fragmentos de cenas incompletas, completamente nutridas de sentido e sem qualquer tipo de interligação. São fragmentos dispersos que nos colocam perante as Dissonâncias da nossa sociedade, ou aquilo que fazemos dela.
Epítome:
Tudo grita e chora à nossa volta, somos todos náufragos numa jangada à espera do naufrágio. Luz e silêncio, desespero e fuga interior, emoções na luta do dia-a-dia, a impaciência da espera, do outro dia, das resoluções, da luta para viver.
Amanhã é dia oito e a merda do passe, o infantário, o telefone, a água, a prestação do carro , a gasolina , a inspecção, os seguros… E só me apetece fugir …deixar tudo para trás. Não importa para onde desde que deixe esta vida estúpida e banal esta vida medíocre que faz de mim um deplorável pateta. E compreender que as coisas passam, sucedem-se… onde estava o bosque é hoje o deserto, o pôr-do-sol, a rua, um passeio, um amante, não significam nada. Puta, barata, oferecida, vendida, meretriz delambida, rameira afectada, tartaruga de bordel, mas, sobretudo, puta.
O que é que estás a dizer?! Há vozes que ensurdecem. Rebentem os astros em cem mil pedaços. Calem-lhe a boca com o seu próprio lodo. Quero dar-lhe três tiros nos olhos, dois entre as pernas, cravejá-lo, cortar-lhe a linga, cinzelar-lhe o rosto…O senhor sabe bem que um povo com ideias é um povo perigoso. Temos de os convencer que o seu pensamento continua em inteira liberdade e independência. É a melhor forma de os controlarmos, ah, ah!…
2008
Titulo – “Casa de Bernarda Alba” Teatro Senior

Autor: Federico Garcia Lorca
Actores e Personagens:
Manuel Maduro/Bernarda
Lurdes Vinagre/La Poncia
Fernanda Rodrigues/Criada
Cale Garcêz/Mª Josefa
Artur Assunção/Angustias
Helena Duarte/Amélia
Delfina Costa/Madalena
Marinela Meireles/Martírio
Isabel Carreira/Adela
Marafa Dias/Mulher e Mendiga

Coordenação e Encenação:
João Rosa
Sinopse:
A casa de Bernarda Alba é a última peça de Federico Garcia Lorca, escrito em Junho 1936. Lorca viria a ser assassinado a 19 de Agosto daquele mesmo ano. A Casa de Bernarda Alba é uma peça tão realista como poética. Bernarda é uma mãe autoritária e cinco filhas adultas impedidas de concretizar os seus desejos de matrimónio e maternidade. Mulheres aprisionadas pelo preconceito e pelos padrões morais vigentes, sublimados ao ponto de dogmas. Fora de casa, uma sociedade moralista, preconceituosa e machista. E o homem mais atraente da aldeia é capaz de impulsionar forças latentes no interior destas mulheres. É o inferno no interior daquela casa onde se vão medir forças, a frustração e a coragem, a inveja e o desejo, a rebeldia e a repressão… a vontade e o destino.
Titulo – Nem por isso…
Argumento – Colectivo
Encenação – João Rosa
Alunos – Nuno Vieira, Carla Spinola, Mónica Santos, Paulo Pinto, Rafael Mateus, Pamela Fonseca.
Sinopse:
Um grupo de pessoas simpáticas, calmas e muito certinhas resolveram fazer uma pecita de teatro para meninos…bem, nem por isso… o resultado não foi bem o que se esperava!
Foi preciso reunir material. Vivências. Coleccionar o que se vê, o que se lê e o que se ouve, tanto no consciente, como no inconsciente…
Somos todos espectadores e também somos todos actores. Descobrindo o teatro, é descobrirmos a nós próprios como seres humanos.
O teatro é isso mesmo, a arte de nos vermos a nós mesmos, a arte de nos vermos vendo… Como fazer sexo juntos, sem saber ao certo o que estavam a fazer!
Esforçamo-nos por usar a razão… conhecer as personagens, pensar como ela… e há sempre alguém a falar de Schopenhauer! Agora perguntam vocês, mas que raio tem a ver Schopenhauer com o nosso trabalho?!
Tudo… ou nem por isso! Enquanto o conhecimento está submetido ao princípio de razão, existe ao serviço da vontade. Enquanto se vive submetido ao querer, guiado pela vontade, não há felicidade duradoura. Por isso duas bonecas, despertam para a realidade de que ambos podem falar, mexer, recordar, pensar e… sentir… São dois corações de trapo ou Nem por isso… capazes de serem fortes, tímidos, sonhadores melancólicos, nostálgicos…
Este é o resumo da nossa proposta, julgamos não caminhar por estradas non sense, mas Nem por isso estamos longe… Uma pequena mostra do mundo do teatro, da sua envolvencia, das personagens, dos medos, das ansiedades e acima de tudo do prazer que nos dá.
2007
“DEGRAUS” Teatro Sénior

Autor: Colectivo
Actores:
Manuel Maduro
João Pires Silva
Isabel Carreira
António Moreira Rato
Helena Duarte
Lurdes Vinagre
Artur Assunção
Marafa Dias
Delfina Costa
Manuela Meireles
Fernanda Rodrigues
Conceição Sardinha
Sinopse:
Estou farta disto! Só me apetece fugir! Viajamos como partimos, como escrevemos, como ficamos, impulsionados pelo quebrar das amarras de todas as rotinas.
Toda eu sou movimento! O meu coração está apertado, quase me salta do peito. Finalmente vamos fugir disto!
Todos vocês são uns exploradores, uns miseráveis, uns cães, que nem merecem a água que bebem! Tivemos que assaltar o limoeiro da escola para matar a fome. Levamos um alfinete e na hora H espetámo-lo nos importunos. É longo, longo, o caminho, respira-se fundo e é um rio em cada mão, um vidro muito fininho e muito frio. Um degrau!…
Por isso mãe, se estás a ler é tudo uma perda de tempo e nem sei se te volte a esconder. O vento dá sempre. Quando não puxa, empurra… Vê se soltas o cabo da adriça da vela. A vida ensinou-me algumas coisas… não digas nada!… É o delírio, eu a única menina… O que achas de se juntarem as duas festas?!… Dou largas à minha alegria! …
Outros degraus…
